A porta ao lado
A ausência do meu marido me deixou vulnerável, e o convite dos vizinhos me induziu ao inesperado. Descobri um prazer livre, mas agora convivo com a tentação
O calor daqui é implacável, muito diferente do clima da cidade do interior do Rio Grande do Sul onde cresci. Estou casada há quatro anos e nos mudamos logo após o casamento. Tenho trinta anos, um rosto bonito e um corpo que sei que chama a atenção. Meu marido foi apenas o segundo homem da minha vida.
Ele tem trinta e quatro anos, é um homem focado e orgulhoso, com valores conservadores e poucos amigos. Ele viaja periodicamente a trabalho, ausentando-se por dois ou três dias. Quando retorna, gosta de inflar suas histórias e contar vantagens sobre seus negócios.
Atualmente, estamos na fase de planejar nosso primeiro filho.
Nas primeiras vezes em que descemos juntos para a piscina do prédio, notei alguns olhares discretos em minha direção. Eram homens de várias idades, alguns até acompanhados. Acho que meu marido nem percebia. Com o tempo, ele passou a preferir o ar-condicionado do apartamento e me deixava ir sozinha.
Foi nesse ambiente que conheci Larissa, nossa vizinha. Ela também não tem filhos, é linda e muito atraente. Nos tornamos grandes amigas e confidentes. Passamos a andar muito juntas, seja na piscina do condomínio ou em passeios pelo shopping.
Nessas saídas, noto que costumamos atrair a atenção ao redor, embora eu sinta que os traços do meu corpo chamem um pouco mais de atenção.
Larissa é casada com Gustavo, um homem da nossa faixa etária. Ele é charmoso, reservado e dono de uma educação impecável, tratando a todos muito bem. A convivência frequente, potencializada pelas ausências do meu marido, começou a criar uma proximidade natural entre nós três.
No mês passado, a empresa onde meu marido trabalha participou de uma feira de negócios onde precisava expor seus produtos. Por causa disso, ele fez uma viagem bem mais longa: partiu na terça-feira logo cedo e só retornou na segunda-feira pela manhã. A realidade de passar quase uma semana inteira sozinha naquele apartamento silencioso me incomodava.
A terça-feira foi o meu primeiro dia de isolamento, mas consegui suportar bem. Na quarta-feira de manhã, porém, o silêncio da casa começou a pesar e decidi que precisava sair, então liguei para Larissa. Combinamos de almoçar em um shopping próximo para distrair a cabeça.
Após quatro anos morando porta com porta, nossa intimidade era imensa e o passeio foi leve, cheio de risadas e conversas soltas. Na volta, com o calor da tarde pesando, decidimos não ir cada uma para o seu canto. Subimos direto para o apartamento dela, pois eu queria espantar ao máximo aquela sensação de solidão que começava a me abater.
Sentadas no sofá da sala dela, o ambiente acolhedor e a ausência dos nossos maridos me deram a coragem que eu não sabia que tinha. Com o olhar fixo no chão e um tom de voz baixo, melancólico, acabei confessando algo que guardava a sete chaves: desde o momento em que disse ao meu marido que queria ter um filho, nossas relações sexuais diminuíram drasticamente.
Tentei justificar, dizendo a ela que acreditava ser o estresse absurdo pelo qual ele vinha passando na empresa, mas a verdade é que aquela situação estava acabando comigo.
Desabafei que me sentia em uma fase completamente acesa, cheia de vontade, e que parecia que meus próprios hormônios estavam me deixando maluca, desejando algo que eu simplesmente não tinha em casa.
O peso das minhas próprias palavras fez minhas barreiras ruírem, e as primeiras lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Ao notar meu choro, Larissa se aproximou e me envolveu em um abraço apertado.
Ela beijou minha cabeça carinhosamente e começou a afagar meus cabelos, deixando que as coisas acontecessem sem pressa alguma. Enquanto sussurrava palavras de consolo para me acalmar, segurou minha mão, acariciando os meus dedos com suavidade.
Aos poucos, a conversa cessou e um silêncio denso se instalou entre nós duas. Foi então que Larissa pousou a mão sobre a minha perna, quase na altura da coxa.
Como eu estava de saia curta, parte dos seus dedos tocou diretamente a minha pele nua, enquanto o resto da mão repousava sobre o tecido. Senti aquele toque carinhoso e inteiramente diferente.
Pelo modo como a mão dela hesitou e pelo seu olhar perdido, percebi que Larissa também havia sentido algo diferente; ela parecia tão confusa e na dúvida sobre o que era aquilo quanto eu.
Olhei para o relógio e notei que já estava tarde. Sem querer enfrentar o que quer que significasse aquela sensação nova, decidi que era o momento de ir para o meu apartamento.
Mais tarde, já deitada na minha cama e depois de falar com meu marido pelo celular, o silêncio do apartamento me obrigou a pensar no que tinha acontecido. No escuro do quarto, a lembrança daquele toque na minha coxa voltou, trazendo de novo aquela sensação diferente, que tinha chegado a me excitar.
Ao mesmo tempo, pensei que aquilo podia ser apenas uma má interpretação minha. Afinal, Larissa era minha amiga e não teria essa intenção. Sem querer dar mais voltas na cabeça, me virei para o lado e peguei no sono.
Acordei com aquela sensação ainda viva na cabeça. Por mais que tentasse afastar os pensamentos, não dava para negar que tinha sido diferente e gostoso.
Enquanto tomava o meu café, o celular tocou. Era Larissa me convidando para almoçar no apartamento dela. Aceitei na hora.
Na hora de me arrumar, levada por uma vaidade e uma curiosidade que eu mal conseguia explicar, acabei escolhendo um short bem curto e um bustiê. Eu ainda achava que estava imaginando coisas a respeito da minha amiga, mas, no fundo, aquela sensação de ser desejada tinha me feito bem.
Eu sabia que o mundo era cheio de desejos reprimidos e coisas diferentes, mas, para mim, a Larissa simplesmente não se encaixaria em um perfil desses. Mesmo assim, terminei de me vestir e saí, deixando que o dia seguisse o seu próprio rumo.
Após o almoço, nos sentamos no sofá e começamos a assistir a uma série na TV. Em determinado momento, Larissa me envolveu novamente em um abraço, e eu, sem resistir, apoiei a cabeça na altura do seu peito.
Suavemente, ela colocou a mão sobre a minha perna e a deixou parada ali por um tempo. Aos poucos, seus dedos começaram a deslizar, subindo devagar pela minha coxa. Senti um arrepio e fechei os olhos, me deixando levar por aquele toque.
Larissa fez um movimento suave e, quase sem perceber, girei a cabeça, ficando frente a frente com ela. Nossos olhares se cruzaram em silêncio. Sem pressa, ela aproximou sua boca da minha.
O primeiro toque dos nossos lábios foi apenas um selinho, mas logo se transformou em um beijo mais longo, prolongado. Eu estava paralisada, sentindo um misto de sensações que nunca imaginei experimentar.
Foi quando senti a mão de Larissa roçar de leve no tecido do meu short, bem em cima da minha buceta. A eletricidade daquele toque explícito me trouxe de volta à realidade de um golpe só. Tomada por uma confusão enorme, afastei meus lábios e parei o beijo.
Larissa me olhou com calma e explicou que também gostava de mulheres, e que Gustavo sabia e achava normal. Olhando nos meus olhos, confessou que me achava uma das mulheres mais lindas que já tinha conhecido e que sempre sentiu tesão por mim.
Ela garantiu que respeitaria se eu não quisesse nada ou se preferisse me afastar. Mas fez um pedido: que tudo ficasse em segredo, agora compartilhado por apenas três pessoas no prédio.
Eu estava completamente atordoada, com um turbilhão de emoções que mal conseguia organizar. A curiosidade de ir em frente era enorme, mas o medo de dar aquele passo me travava por completo. Havia algo na forma do toque de Larissa, na suavidade de suas mãos e da sua pele, que era diferente de tudo o que eu já tinha sentido, e aquilo tinha me despertado um prazer novo.
Disse apenas que as preferências sexuais de cada um eram de cunho individual, mas que eu precisava voltar para o meu apartamento. Eu não esperava uma carga emocional tão forte para um único dia e precisava ficar sozinha.
Já no meu apartamento, olhei para as minhas roupas e o medo tomou conta de mim, assustada com a facilidade com que tinha me deixado levar. No entanto, conforme o susto diminuía, a lembrança daquele momento voltou com força; o calor do beijo e, principalmente, o toque subindo pelas minhas coxas tinham sido extremamente excitantes. Tentar negar era bobagem.
Não sabia o que fazer. Quando meu marido ligou, respondi de forma hesitante que estava tudo bem, e ele, distante, nem sequer percebeu que havia algo errado. Desliguei o telefone sentindo o peso daquela mentira silenciosa e, com a cabeça cheia de dúvidas, demorei muito a conseguir dormir.
Naquela sexta-feira, o início da tarde me encontrou esgotada. Depois de uma noite quase sem dormir, com o beijo e o toque de Larissa se repetindo na minha cabeça como uma obsessão, o conflito interno ficou insuportável. Eu não aguentava mais aquela dúvida que me torturava. Sem ver outra saída para pôr um fim àquela angústia, atravessei o corredor. Quando ela abriu a porta, meu corpo amoleceu; eu não queria mais pensar ou resistir, apenas me entregar.
Quando Larissa abriu a porta, ela sorriu surpresa. Dei um passo para dentro e a abracei forte, me entregando. Ela entendeu na hora o meu conflito. Segurou minha mão e me levou direto para o quarto, sem dizer nada.
No quarto, ela me abraçou e me beijou enquanto descia as alças do meu vestido. Tirou meu sutiã e minha calcinha. Fiquei ali pelada, dura pelo choque da traição, mas sem vergonha do meu corpo, porque sei que sou gostosa. Larissa percebeu meu travamento, mandou eu me acalmar e começou a tirar a própria roupa, também um pouco tensa.
Logo, estávamos as duas nuas, deitadas na cama, apenas nos olhando no silêncio do quarto. O contato visual quebrou a minha rigidez. A mão de Larissa começou a acariciar meus seios, descendo lentamente pela minha barriga e pelas minhas coxas, até que seus dedos alcançaram e apalparam com suavidade a minha vulva depilada, despertando um calor que eu já não conseguia conter.
Larissa subiu o corpo e começou a chupar meus seios, enquanto sua mão descia com carinho, deslizando um dos dedos para dentro da minha vagina. Meu corpo se contraiu inteiro com o impacto da sensação, e percebi, num misto de surpresa e prazer, o quanto eu já estava molhada. Logo em seguida, Larissa desceu pela cama e começou a chupar a minha buceta. O foco e a delicadeza dos lábios e da língua dela me pegaram de surpresa; era uma forma completamente nova de ser tocada, uma sintonia anatômica que me fez esquecer o resto do mundo e apenas me entregar àquele prazer inédito.
Perdi completamente a noção do tempo. Em certo momento, Larissa deitou-se sobre mim, e o calor da buceta dela se misturou ao meu enquanto ela se esfregava com força, elevando a tensão. A excitação estava quase transbordando, mas eu sentia que ainda faltava algo para atingir o ápice e confessei isso a ela. Larissa sorriu, saiu de cima e perguntou se eu já tinha usado brinquedos eróticos. Diante da minha negativa, ela pegou pênis de borracha introduzindo na minha vagina.
Enquanto movimentava o brinquedo sem pressa, Larissa massageava o meu clitóris com os dedos, me levando a uma loucura sensorial tão intensa que o meu pudor sumiu por completo; eu só conseguia implorar por mais. Parecia que ela sabia exatamente a sensibilidade, a força e a suavidade de me manusear.
Ela aumentou o ritmo. Ao sentir as contrações intensas da minha própria vagina foi apenas uma questão de tempo para o orgasmo explodir. Veio denso, forte, fazendo meu corpo se contrair em espasmos involuntários. Quando a onda finalmente passou, Larissa retirou o pênis de borracha de dentro de mim. Deitada na cama, eu me sentia plenamente satisfeita e tomada por uma felicidade extrema.
Aproveitei o momento de intimidade para confessar que, apesar do orgasmo, não tinha gostado tanto assim do pênis de borracha.
Expliquei que, mesmo que o formato e a textura fossem idênticos, faltava ali o calor humano, o peso do corpo e aquela sensação de ser dominada que o corpo de um homem por cima da mulher proporciona.
Larissa concordou com a cabeça e, fixando os olhos nos meus, sugeriu algo que me paralisou:
- Você não gostaria que o Gustavo participasse e te desse exatamente esse prazer? Ele tem muito tesão por você e eu não sentiria ciúmes, além dele meter gostoso.
Diante do meu choque, ela acariciou meu rosto e me tranquilizou dizendo que eu ficasse tranquila porque não faziam isso habitualmente, sendo muito discretos e escolhendo muito bem os nossos parceiros. Complementou falando que não precisa se preocupar com nada; se tiver qualquer coisa que não queira fazer, era só falar, porque ela estaria ali o tempo todo e não deixaria o Gustavo passar dos limites.
Eu achava Gustavo um homem bonito, mas nunca tinha cogitado essa possibilidade, afinal, ele era o marido da minha amiga. Antes que eu pudesse digerir, Larissa comentou:
- Amanhã é sábado. Você bem que poderia vir dormir aqui e a gente aproveitava a vida a três.
E me deu a abertura de que se eu não quisesse o Gustavo, tudo bem, poderia ir do mesmo jeito, ficando só nós duas e ele dormiria no sofá. Aquilo era demais para a minha cabeça. O prazer intenso que eu acabara de sentir ainda vibrava no meu corpo, e eu, mais uma vez, me vi completamente sem saber o que responder.
Olhei para ela, ainda tentando recuperar o fôlego, e fiz a pergunta que estava martelando na minha cabeça:
— E o seu prazer, Larissa?
Deixei claro em minhas palavras que, embora estivesse maravilhada com o que tinha vivido, eu ainda não sentia vontade nem estava pronta para fazer nela o que tinha acabado de receber. Larissa apenas sorriu, demonstrando que compreendia perfeitamente o meu tempo e as minhas limitações.
Ela me deu um sorriso leve, totalmente compreensiva, e me tranquilizou dizendo para eu não me cobrar, pois o papel dela ali tinha sido me dar prazer. Explicou que ver a minha entrega era o que a excitava e que, por isso, já estava satisfeita, completando que eu ficasse tranquila, porque mais tarde o Gustavo daria conta de satisfazê-la e eles comemorariam o dia de hoje.
Exausta, me vesti e fui embora dizendo que iria pensar. No meu apartamento, a lembrança daquele prazer imenso me dava vontade de querer mais, porém a ideia de envolver o Gustavo me trazia uma enorme insegurança, pois eu era casada.
A dúvida terminou à noite, logo após a ligação usual do meu marido. Ouvir a voz dele me trouxe de volta à realidade e, pesando tudo, decidi que não iria.
O sábado chegou e passamos o dia sem nos falar, nem mesmo por telefone. À medida que a noite se aproximava, o meu corpo ia ficando cada vez mais agitado e o desejo crescia sem controle. Por volta das oito horas, eu já não aguentava mais a ansiedade e decidi ir ao apartamento dela.
Coloquei uma camisolinha, calcinha e sutiã, como estou acostumada a usar para dormir, e joguei um roupão por cima. Como éramos vizinhas de porta e eles costumavam atender rapidamente à campainha, cruzar o corredor daquele jeito não seria uma cena constrangedora caso alguém aparecesse.
Toquei a campainha com o coração disparado. Para minha paralisia, quem abriu a porta foi o Gustavo. Estava calor e ele estava sem camisa, exibindo o peito nu bem na minha frente.
Fiquei sem reação por alguns segundos, até que Larissa apareceu logo atrás dele. Com um sorriso caloroso, ela me chamou de meu amor e me convidou para entrar. Relutei por um momento, sentindo o peso da decisão, mas acabei dando o passo para dentro do apartamento.
A conversa fluiu de forma leve, cheia de risos e sem qualquer conotação sexual, o que me ajudou a relaxar. Meu marido já tinha me ligado à tarde para avisar que teria um jantar de negócios, então eu não tinha pressa.
As coisas mudaram de tom bem depois que a pizza terminou, já passava das onze horas. Larissa, com naturalidade, pediu para eu retirar o roupão. Fiquei apenas de camisola e, ao me ver ali com as coxas totalmente à mostra, ela olhou para o marido e comentou com Gustavo que eu parecia uma deusa grega.
- Preparada? Vamos para o quarto? - Perguntou Larissa, me olhando com cumplicidade.
Ela então emendou, me pegando de surpresa, se o Gustavo poderia participar. Fiquei completamente indecisa e respondi que ainda não me sentia segura com aquilo. Percebendo meu recuo, Larissa mudou a pergunta com naturalidade, sugerindo que ele apenas assistisse. Eu me senti muito constrangida com a situação, afinal estava no apartamento deles e ele era um homem, mas, sem saber como recusar ali na hora, acabei aceitando por educação.
Entramos no quarto e começamos a nos beijar. Entre um beijo e outro, Larissa foi tirando minha roupa lentamente, peça por peça, até me deixar completamente nua. Gustavo se acomodou em uma poltrona no canto, mantendo os olhos fixos em nós enquanto assistia a tudo. Em seguida, ela despiu a si mesma e, agora as duas peladas, deitamos na cama exatamente como da outra vez.
Eu estava visivelmente tímida sob aquele olhar masculino. Percebendo meu incômodo, Larissa deitou-se ao meu lado e começou a chupar meus seios. O calor da boca dela foi me desarmando aos poucos até que, em pouco tempo, ela desceu para chupar minha buceta, me fazendo esquecer do resto do mundo e começar a gemer de prazer.
Aproveitei ao máximo as sensações, fechando os olhos e me entregando àquele momento. Quando os abri por um instante, meu olhar encontrou Gustavo. Ele agora estava sentado na poltrona, completamente pelado, se masturbando de forma lenta e constante enquanto nos observava. Fiquei hipnotizada pelo pênis dele, que era bonito, grande. Instintivamente, meu corpo respondeu com uma contração forte e imediata lá embaixo. Fechei os olhos novamente, apertando os lençóis, enquanto minha mente me traía imaginando aquela rigidez me penetrando por inteiro.
Larissa veio para cima de mim, deitando-se sobre o meu corpo e se esfregando com intensidade. O contato da pele dela, somado a tudo o que eu vinha sentindo e vendo, fez o meu tesão acumular como a água em uma represa prestes a estourar. Em poucos minutos, a barreira do pudor rompeu completamente e a racionalidade sumiu de vez. Totalmente inundada por aquele desejo incontrolável, deixei os filtros de lado e disparei:
- Quero pinto... Não estou aguentando...
Gustavo ouviu meu apelo e se aproximou imediatamente. Larissa, entendendo o momento, saiu de cima do meu corpo de forma fluida. Ele me ajudou a sentar na cama e, ficando de pé, posicionou o pinto bem na altura da minha boca. Sem hesitar, avancei. Fazer sexo oral sempre foi algo que me deu muito prazer, e agora a vontade era incontrolável.
Comecei chupando a cabecinha, sentindo a textura, e depois fui descendo por toda a extensão dele. O pênis de Gustavo era grande demais para que eu conseguisse engolir tudo, algo que eu particularmente não gostava de fazer, então mantive o ritmo até onde era confortável. Durante todo o tempo, eu olhava para cima, encarando os olhos dele enquanto o chupava, acompanhando de perto todo o seu tesão. Ele já estava excitadíssimo, respirando fundo acima de mim.
Gustavo pediu para eu parar um instante e colocou a camisinha. Embora Larissa tivesse dito antes que não sentia ciúmes, vi que o olhar dela ficou tenso e sério enquanto nos assistia. Em seguida, Gustavo pediu que eu deitasse na cama e abrisse bem as pernas. Ele me olhou nos olhos e disse:
— Agora vou te comer.
Senti que aquela afirmação era, no fundo, uma pergunta cuidadosa para testar minha reação e ter certeza de que era realmente o que eu queria ali. Em silêncio, tomada pela expectativa do toque dele, apenas fiz que sim com a cabeça.
Ele se ajeitou entre minhas pernas, encaixando a ponta do seu pinto na entradinha da minha buceta e dando algumas pinceladas leves. Senti meu corpo se contrair de imediato com o contato. Percebendo a minha reação, Larissa se aproximou e segurou a minha mão firme, me trazendo segurança.
Então me penetrou lentamente. Como eu já estava muito molhadinha, o deslize foi extremamente suave, mas a sensação de preenchimento por inteiro foi avassaladora. Meu corpo se contraiu de forma involuntária outra vez, e eu conseguia sentir nitidamente a pulsação do seu pinto dentro de mim.
Ele começou a me comer com uma mistura de carinho e força, distribuindo beijos quentes pelo meu pescoço. Em resposta, trancei meus pés atrás das costas dele, multiplicando as sensações e me deixando completamente sem ar. Eu estava em um transe tão profundo que mal conseguia formular um pensamento, inteiramente dominada pelo ritmo dele e pelo calor daquele quarto.
Acredito que o acúmulo de tesão era tanto que, em menos de três minutos, comecei a sentir os primeiros sinais claros de que estava chegando ao limite. Minha respiração acelerou, meu corpo passou a se mover de forma totalmente involuntária em espasmos de puro arrepio e uma eletricidade absurda correu pela minha pele. Só que, desta vez, havia algo muito diferente prestes a acontecer.
Quando aquela onda incontrolável e avassaladora me atingiu por inteiro, soltei um grito agudo e cravei minhas unhas com força nas costas de Gustavo. Assustado com a reação física e a dor, ele se afastou abruptamente, saindo de dentro de mim. No mesmo instante, um esguicho quente e forte disparou de dentro da minha buceta, molhando a cama em um squirt intenso.
Assim que o fluxo cessou, Gustavo rapidamente voltou a me penetrar, aproveitando o calor e a lubrificação extrema. Aquela nova investida multiplicou o prazer em segundos, fazendo cada terminação nervosa minha vibrar. Ele continuava me comendo com ritmo quando finalmente recuperei o controle do meu próprio corpo, sendo invadida por uma onda de paz profunda e absoluto relaxamento.
Ofegante e completamente sem forças, pedi para parar. Meu corpo simplesmente não respondia mais de tanta exaustão. Entendendo perfeitamente, Larissa assumiu o seu papel. Olhando os dois, tive a impressão que ela inquieta, talvez por eu ter tido um prazer enorme com seu marido.
Fiquei deitada de lado, observando o ritmo dos dois, e uma confusão de sentimentos me atropelou. Sentia um tesão inevitável ao ver a cena, mas, ao mesmo tempo, uma pontada incômoda de frustração e ciúme começou a apertar o meu peito.
Doía perceber que Gustavo não tinha gozado em mim, como se faltasse um final para a nossa entrega. Eu sabia que, naquele momento, eu não tinha forças físicas para aguentar mais um único movimento dele, mas ver os dois se fundindo daquela forma me fez sentir um vazio estranho, dividida entre o prazer de assistir e o peso de me sentir deixada de lado. Fiquei ali, imóvel, até que ambos atingiram o clímax juntos.
Depois do turbilhão de sensações, veio o descanso geral. Ficamos ali deitados, trocando carícias suaves, conversando baixinho, compartilhando nossas impressões sobre tudo o que tinha acabado de acontecer. Confessei para eles, ainda meio boba, que aquela tinha sido a primeira vez na vida que eu tive um squirt, algo que, até então, eu achava que só existia em vídeos de sexo.
Eu estava emocionada ao contar isso e percebi pela reação facial de Larissa que ela não deve ter gostado muito, pois, talvez, nunca tenha tido algo do tipo com o próprio marido. O pior é que, naquele momento, senti um clima de competição entre nós duas.
Isso foi muito rápido e logo tudo voltou a ser um lugar de paz que passou a reinar entre nós três. Percebi que, no sexo, muitas vezes a qualidade supera de longe a quantidade; o que vivemos ali foi de uma intensidade que eu nunca imaginei ser possível.
O cansaço finalmente pesou e o sono veio de mansinho. Dormimos os três na mesma cama, bem aconchegados, com Gustavo posicionado no meio, nos envolvendo e nos protegendo até o amanhecer.
Acordamos pela manhã com a leveza de três crianças. Fomos tomar banho juntos e Larissa terminou primeiro, indo para a cozinha preparar o café. Fiquei no quarto com Gustavo enquanto ele se enxugava. Nossos olhares se cruzaram e ele entendeu meu pedido silencioso. Com um sorriso de lado, ele disse:
— Então fica de quatro.
Obedeci na hora, me apoiando na cama. Eu estava decidida a fazê-lo gozar desta vez. Ele se posicionou atrás de mim e começou a me penetrar. Pouco depois, Larissa entrou no quarto com o café. Sem qualquer surpresa, ela meio aborrecida disse:
— Gostou, né?
Deixou a bandeja de lado, aproximou-se e sentou-se na cama bem ao meu lado, começando a apalpar e acariciar meus seios enquanto Gustavo me segurava firme pela cintura, ditando o ritmo.
Desta vez, o tempo foi maior e conseguimos saborear cada movimento. Quando comecei a dar os primeiros sinais de que estava chegando ao meu limite, Gustavo percebeu e acelerou as estocadas. Perdemos o controle juntos e acabamos gozando praticamente no mesmo instante, uma entrega mútua que me trouxe uma satisfação plena e absoluta.
Tomamos café e conversamos mais uma vez, agora entrando em detalhes sobre o que tínhamos feito. Já não estávamos mais pelados; eu e Larissa usávamos apenas calcinha e sutiã, e Gustavo estava de cueca. Eu mal conseguia entender como, naquele momento, me sentia tão absurdamente feliz e em paz com tudo aquilo.
Mais tarde, almoçamos e, depois de feita a digestão, Larissa puxou assunto sobre a experiência do sexo oral no marido dela, perguntando se eu consentiria que ele gozasse na minha boca. Não sei qual foi a intenção dela, mas disse que sim, pois para mim isto é natural, faz parte do sexo. Talvez ela achasse que eu tivesse nojo, sei lá.
Voltamos ao quarto e ficamos pelados e começamos a chupar o pau dele, juntas. Alternávamos as mamadas de forma muito natural, nos beijando com a boca molhada enquanto dividíamos o prazer dele, deixando Gustavo louco. Não demorou para ele anunciar que iria gozar.
Acho que fui afoita e segurei o pau dele com firmeza, direcionando o gozo direto para o meu rosto e para a minha boca. Larissa assistia a tudo. Continuei chupando com vontade, limpando todinho aquele pinto até a última gota.
Agora eu estava completamente satisfeita. Já passava das dezenove horas e era hora de ir embora. Voltei para o meu apartamento ainda inebriada com tudo o que tinha vivido, flutuando nas lembranças daquela tarde. Foi quando meu celular tocou. Era o meu marido.
No mesmo instante, foi como se uma descarga elétrica violenta atingisse todo o meu organismo, me arrancando daquela bolha. Ele, com a sensibilidade de quem me conhece bem, sentiu na hora que eu não estava legal. Com a voz trêmula, usei a primeira desculpa que me veio à cabeça: disse que era por causa da ausência dele, que estava sentindo muito a sua falta.
Assim que desliguei, um silêncio pesado tomou conta do apartamento. Eu não diria que era arrependimento, mas uma tristeza profunda e incômoda me invadiu por inteiro. Eu sabia que tinha errado com o meu marido, que tinha quebrado a confiança dele e cruzado uma linha perigosa no nosso casamento. Mas agora já estava feito. E o pior de tudo era ter que encarar a realidade: tinha sido bom demais, e a vontade de querer mais ainda ardia dentro de mim. Como eu lidaria com isso sabendo que veria meus vizinhos quase todos os dias, cruzando com eles no elevador ou na piscina?
Mesmo lidando com a culpa de ter traído, no fundo eu não sentia que o ato em si tinha sido apenas putaria ou algo vulgar; tinha sido uma verdadeira experiência de autodescoberta. Nós, mulheres, também temos todo o direito de explorar e aproveitar o sexo livremente, de vivenciar nossos desejos mais profundos sem sermos julgadas ou taxadas de prostitutas por causa disso.
Porém, na segunda-feira de tarde, a chave girou na fechadura. Meu marido entrou, cansado da viagem, e me deu um beijo rápido na testa antes de reclamar do trânsito. Senti o cheiro do perfume dele e, por um segundo, meu estômago embrulhou. Ele não fazia ideia de que a mulher que ele abraçava ainda sentia o gosto do vizinho na boca.
Nos dias que se seguiram a esse fim de semana, Larissa e Gustavo foram extremamente discretos. Não forçaram nenhuma barra. Apenas Larissa me mandou uma mensagem dizendo que quando eu quisesse poderíamos repetir, mas sem a presença de Gustavo. Claro que ela ficou com medo e não era tão segura como havia demonstrado.
Mesmo assim a mensagem dela na tela parecia me queimar. Respondi apenas:
- Não faz isso comigo.
Depois disso, em um misto de desespero e busca por redenção, me peguei torcendo silenciosamente para engravidar logo. Eu preciso que um filho venha logo para me ancorar, ocupar minha mente e resfriar, de uma vez por todas, esse desejo perigoso, que me consome.
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