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Descobri que meu tio é depósito de porra

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silva.p

Do dia que eu vi meu tio dando o cu depois do churrasco no dia da eliminação do Brasil na Copa.

Cinco de julho de 2026. O dia em que o Brasil caiu nas oitavas.

A televisão de sessenta polegadas estava montada na varanda do sítio, inclinada para que todo mundo pudesse ver. Aquele ângulo horroroso do pênalti convertido pelo Neymar ainda queimava minha retina, mas o segundo gol do Haaland — aquele aos quarenta e três do segundo tempo — tinha apagado qualquer resquício de esperança. O apito final soou como um tiro. Meu pai jogou a latinha no chão. Minha mãe já estava recolhendo os pratos de farofa. Minhas tias recolhiam as crianças com aquela pressa silenciosa de quem quer ir embora antes da raiva virar discussão política.

Mas o tio Roberto não se abalou.

— Acabou, porra! — ele berrou, erguendo o copo de cerveja com a mão enorme. — Agora é churrasco e cachaça, caralho!

Roberto é irmão da minha mãe. Cinquenta anos. Negro, corpulento, aquele tipo de corpo que preenche o ambiente — barriga grande e dura projetada pra frente, braços grossos cobertos de pelos escuros que escapavam pelas mangas da camisa regata branca imunda de carvão e gordura. O peito peludo aparecia pelo decote aberto. Cabelo curto e grisalho, barba por fazer de três dias, olhos injetados de cerveja. Simpático demais. Bebum profissional. Daqueles que abraçam todo mundo e chamam de "meu filho" mesmo sem nunca ter te visto antes.

Ele ficou. Meu pai ficou. Três amigos do bairro ficaram — o Zé, o Marquinho e o Valdir. Mais dois primos meus, o Léo e o Bruno, na faixa dos trinta e poucos. E eu.

Eu tenho vinte e um anos. Sóbrio o suficiente pra dirigir. Sóbrio o suficiente pra perceber as coisas.

A noite caiu rápido no sítio. A iluminação da varanda não alcançava o fundo do terreno, onde a mangueira secular fazia uma sombra densa, impenetrável. Ali perto ficava o galpão de ferramentas — um telheiro de madeira sem luz elétrica, encostado no muro de arrimo. Um canto escuro que ninguém usava depois que o sol se punha.

Foi pra lá que o tio Roberto foi primeiro com o Zé.

— Vou mostrar um negócio pro Zé ali — ele disse, a voz pastosa. Voltaram uns dez minutos depois. Roberto ajeitando a camisa. Zé calado, um sorrisinho estranho no canto da boca.

Depois foi com o Valdir. Depois com o Léo e o Marquinho juntos.

Ninguém na varanda parecia notar — ou se importar. Meu pai roncava na rede. O Bruno mexia no celular. Mas eu notei. Notei o jeito que o tio voltava: a respiração ofegante, a testa brilhando de suor, a camisa cada vez mais aberta, o short jeans mais folgado no quadril. Notei também os olhares que os amigos trocavam entre si — cúmplices, abafando risadas.

Na quinta vez, fui atrás.

O caminho até o galpão era de terra batida, ladeado por touceiras de capim alto. Não acendi a lanterna do celular — a luz da varanda ainda dava um resíduo fraco o suficiente pra eu não tropeçar. Conforme me aproximava, ouvia sons. Primeiro indistintos, abafados. Depois nítidos.

— Isso, vai… engole tudo…

A voz era do Valdir. Rude. Arrastada.

Encostei meu corpo na parede de madeira do galpão. Havia uma fresta entre duas tábuas, de onde escapava uma luz tremida — não era luz fixa, eram pontos móveis. Lanternas de celular. Três, talvez quatro. Filmas e iluminando ao mesmo tempo.

Segurei a respiração e colei o olho na fresta.

O tio Roberto estava de quatro no chão de cimento, completamente pelado. A barriga grande pendia, balançando a cada movimento brusco que vinha de trás. Os joelhos raspados, avermelhados. As coxas grossas abertas. O suor escorria pela curva das costas largas e desaparecia no sulco entre as nádegas.

Atrás dele, o Zé metia com força. As mãos cravadas na cintura do tio, puxando pra si a cada investida. O pau desaparecia e reaparecia, brilhando de saliva e alguma outra coisa mais viscosa. O som era um plaft plaft plaft úmido e constante, misturado com os grunhidos do Zé e os gemidos abafados do tio — mas não porque ele estava com a boca fechada. Pelo contrário.

Na frente do tio, em pé, o Léo segurava o próprio pau com uma mão e a cabeça do Roberto com a outra. Os dedos enrolados nos fios grisalhos, puxando o rosto pra frente, controlando o ritmo. O tio mamava. Não era um boquete qualquer — era voraz. A boca escorregava até a base, a garganta abria num aceite mudo, os olhos lacrimejando sob a luz azulada das lanternas.

— Aí, tiozão… — a voz do Marquinho vinha de algum canto, filmando de perto. — Fala pra gente o que você é.

O Léo tirou o pau da boca do tio com um estalo molhado. Um fio de saliva conectou a glande aos lábios inchados. O tio tossiu, a voz destruída:

— Eu sou… o depósito de porra de vocês…

— Mais alto.

— Eu sou o depósito de porra de vocês!

O Valdir gargalhou. O Zé gemeu e acelerou as bombadas, o quadril batendo com tanta força que a barriga do tio balançava em ondas. O som agora era de carne contra carne, um estalar ritmado e brutal.

Meu pau doía dentro da calça jeans. Eu nem tinha percebido quando comecei a apertá-lo por cima do tecido. Meus dedos tremiam. A mão direita deslizou pro zíper quase por instinto. Abaixei devagar, sem desgrudar o olho da fresta.

O Valdir se aproximou. Ajoelhou do lado da cabeça do tio e ofereceu o próprio pau — ereto, grosso, a ponta vermelha congestionada. O tio virou o rosto sem hesitar, como um reflexo. Abocanhou. Agora eram dois paus na boca, revezando, enquanto o Zé continuava atrás. O tio Roberto gemia em volta da carne, os sons vibrando na madeira do galpão.

— Esse cu já tá arrombado, né, Roberto? — o Zé cuspiu na própria mão e espalhou na base do pau antes de enterrar de novo. — Quantas porradas já levou hoje?

— Perdi a conta — o tio murmurou, a voz pastosa, a boca cheia. O Marquinho filmava tudo de um ângulo baixo, a lanterna direto no rosto do tio. A barba por fazer brilhava de saliva e pré-gozo. As lágrimas escorriam sem vergonha.

Minha mão envolveu meu pau. Já estava melado de lubrificação natural, a glande sensível ao toque. Comecei a me masturbar devagar, acompanhando o ritmo das estocadas do Zé. Plaft. Subia a mão. Plaft. Descia. O polegar roçava a cabeça a cada movimento.

O Valdir segurou o queixo do tio e cuspiu dentro da boca aberta. O tio engoliu. Agradeceu com um aceno de cabeça, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Os olhos dele estavam vidrados, mas não de bebida — era outra coisa. Devoção. Entrega.

— Vai gozar, Zé? — o Valdir perguntou.

— Já já… esse cu aperta gostoso demais…

O Zé gemeu fundo. As estocadas ficaram erráticas, violentas, até que ele gemeu alto e cravou as unhas na carne do quadril do tio. Vi o rosto dele se contorcer, os dentes cerrados, o corpo inteiro tenso. Ficou assim uns bons segundos, pulsando dentro, e então escorregou pra fora — o pau ainda latejando, uma gota branca escorrendo pela coxa do Roberto e pingando no cimento.

— Próximo — o Zé disse, dando um tapa na nádega suada do tio e se afastando.

O Marquinho entregou o celular pro Zé filmar e assumiu a posição atrás do tio. Nem limpou. Enfiou de uma vez.

O tio arqueou as costas e gemeu alto.

Eu gemia junto. Em silêncio. Minha mão acelerou no meu pau.

O Marquinho metia diferente — mais lento, mais fundo, provocando. Fazia questão de tirar quase tudo e enfiar de novo, devagar, pra todo mundo ver o cu do tio engolindo cada centímetro. As lanternas convergiam ali. Os celulares registravam.

— Olha isso, que putaria linda… — o Valdir falou, a voz cheia de tesão.

O tio, enquanto isso, não parava de chupar. O Léo gozou na boca dele sem avisar, só apertou a nuca e despejou. O tio engoliu. Depois o Valdir também terminou — mas esse preferiu jorrar no rosto. Espalhou com a ponta do pau. A porra branca contrastava com a pele negra, escorrendo pela barba grisalha.

O coração batia na minha garganta. Eu estava perto. Perto demais.

E não podia gozar ali. Não podia sujar a parede do galpão.

Afastei-me da fresta, o pau pra fora, latejando na mão, e voltei pro caminho escuro. As pernas bambas. A respiração curta. A imagem do tio de quatro, do pau do Marquinho entrando e saindo daquele cu usado, do rosto coberto de porra, não saía da minha cabeça.

Troquei na varanda. Meu pai ainda roncava. O Bruno nem levantou os olhos do celular. A mesa estava cheia de copos meio vazios. Reconheci o do tio Roberto — o copo de alumínio amassado, com o adesivo da Skol desbotado.

Segurei o copo. Olhei pra trás. Ninguém.

Apunhalei a ereção com força, mirando a boca do copo. A primeira golfada veio grossa, esbranquiçada, escorrendo pela parede interna de alumínio. A segunda foi mais rala. A terceira, um fio que pingou lentamente sobre a espuma da cerveja que ainda restava. Misturei com o dedo. O líquido amarelado engoliu meu gozo sem deixar vestígios.

Recoloquei o copo exatamente onde estava.

Meu pau ainda pulsava quando me sentei, a calça já fechada, o coração martelando nas têmporas.

Uns vinte minutos depois, ouvi os passos pesados na terra. O tio Roberto surgiu na varanda, a camisa regata encharcada de suor, o rosto lavado mas ainda brilhando, a barba úmida. Caminhou cambaleando até a mesa. Pegou o copo. Bebeu de uma vez, a cabeça inclinada pra trás, o pomo de adão subindo e descendo. Bateu o copo vazio na mesa com um suspiro satisfeito.

— Puta que pariu, tava boa essa cerveja.

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