Carlos e Leo, amor de pai
Já coroa, Carlos volta a morar com o filho e o amor entre eles se modifica, mais carnal...
A casa nunca esteve tão grande quanto nos últimos três anos, desde que a Marta partiu. Cinquenta e dois anos nas costas deixam a gente meio bicho do mato, acostumado com os próprios barulhos: o estalo da geladeira velha, o rangido do portão, o silêncio pesado das sete da noite. Eu achei que a minha cota de sobressaltos na vida já tinha sido gasta.
Até que o telefone tocou numa terça-feira de chuva.
Era o Léo, seu filho único. Voz embargada, aquele tom de quem segurou o choro o dia inteiro e desabou ao ouvir um porto seguro. O casamento com a Mariana tinha chegado ao fim. Quatro anos de papel passado, idas e vindas, e agora o ponto final.
— Pai... posso passar uns dias aí? Até eu me organizar? — a voz dele parecia a mesma de quando ele tinha dez anos e ralava o joelho na calçada.
— Que pergunta é essa, piá? — respondi, o peito já apertando. — Sua chave ainda abre o portão. Vem.
Eu ensinei tudo que sei para Léo, a andar de bicicleta, a passar massa corrida na parede, a ser homem. Nunca existiu assunto proibido entre nós, só o amor bruto e real de pai e filho.
Falei de sexo e também falei que era normal querer conhecer o corpo quando o peguei fazendo troca troca com o vizinho na infância.
Na mesma noite, ele chegou. Duas malas grandes e uma caixa de papelão no banco de trás do carro. Aos vinte e sete anos, o Léo é um homem feito — alto, os ombros largos que puxou a mim, mas com os mesmos olhos expressivos e atentos da Marta. O rosto trazia a marca do cansaço e do orgulho ferido de uma separação.
Nos primeiros dias, a dinâmica foi o que a gente esperava. Ele ocupou o antigo quarto de solteiro, ainda com as paredes pintadas de cinza da época da faculdade. Jantávamos quase em silêncio, dividindo o ifood ou o macarrão simples que eu cozinhava. Eu tentava dar espaço, respeitar o luto dele. Mas o luto de um divórcio é esquisito; ele não te deixa estático, ele te deixa elétrico, procurando onde descarregar a energia.
A mudança sutil começou nas pequenas coisas, na convivência forçada de dois homens sozinhos numa casa cheia de memórias.
Num sábado à noite, abrimos uma garrafa de cachaça que eu guardava há anos. Sentamos na varanda dos fundos, olhando a chuva fina cair nas folhas da trepadeira. O Léo começou a falar. Desabafou sobre a solidão, sobre o medo de ter falhado, sobre como o apartamento com a ex-esposa parecia um teatro de aparências.
— Eu sinto que passei os últimos anos tentando ser alguém que eu não era, pai — ele disse, olhando fixo para o copo de dose. — Para caber nas expectativas dela. Para caber no que o mundo queria.
— A gente se perde tentando agradar, Léo. Eu sei como é — falei, tocando o ombro dele.
Era para ser um gesto de conforto paterno. Um tapinha nas costas. Mas quando minha mão pousou ali, ele não se afastou. Ele inclinou a cabeça de leve, encostando a bochecha contra os meus dedos. A pele dele estava quente por causa do álcool. Ficamos congelados naquela posição por alguns segundos. O ar entre nós pareceu engrossar, perder o oxigênio. Eu recolhi a mão devagar, o coração dando uma batida errada, daquelas que a gente finge que não sentiu.
Depois daquela noite, a atmosfera da casa mudou. O ar de "pai e filho" começou a ser corroído por uma percepção diferente. Eu me pegava reparando no Léo de um jeito que nunca tinha reparado antes. Olhava para os braços dele quando ele lavava a louça, para o modo como o cabelo dele ficava bagunçado de manhã, para o perfume amadeirado que agora tomava conta do banheiro que antes era só meu.
E o pior — ou o mais assustador — era que ele também olhava.
Não eram mais os olhares de um filho buscando aprovação. Eram olhares compridos, que desciam pelos meus ombros, que demoravam na minha boca quando eu falava. Uma tensão elétrica, silenciosa e pesada, se instalou entre a sala de estar e a cozinha. Nenhum de nós dizia nada. O tabu do nosso vínculo era uma barreira invisível, mas gigantesca. Eu me punia mentalmente: Você tem cinquenta e dois anos, Carlos. Você criou esse menino. Ele é teu filho. O que está acontecendo com a tua cabeça?
O estopim veio três semanas depois da chegada dele.
Faltou luz no bairro por causa de um temporal. A casa ficou no breu total. Acendi uma vela na cozinha e fiquei esperando o sinal voltar. O Léo apareceu na porta, vestindo apenas uma calça de moletom cinza. O torso nu brilhava fraco sob a luz amarelada da chama.
— Que tempestade, né? — ele comentou, a voz mais baixa que o normal.
— É. Vai demorar para voltar — respondi, encostado na pia.
Ele caminhou até mim. Não parou na distância social de sempre. Parou a um passo de distância. Dava para sentir o calor do corpo dele, o cheiro de banho tomado misturado com a umidade do ar.
— Pai... — ele sussurrou. A palavra, que sempre foi um título de respeito, soou quase como uma súplica, uma quebra de contrato.
— Léo, a gente não deve... — comecei a dizer, mas a minha voz sumiu.
Ele deu o último passo. As mãos dele, grandes e firmes, subiram pelos meus braços, segurando os meus bíceps com uma força que me pegou de surpresa. Ele me olhou nos olhos, e não havia confusão ali. Havia uma determinação crua, um desejo que vinha sendo cozinhado no silêncio daquela casa há semanas.
— Eu não consigo mais fingir que estou aqui só porque não tenho para onde ir — ele disse, a respiração batendo no meu rosto. — Eu vim para cá porque você é o único lugar onde eu me sinto seguro. E eu não aguento mais olhar para você e tentar fingir que não tá rolando nada.
Minha mente tentou gritar os conceitos de moral, de criação, de idade. Mas o homem viúvo, solitário, que passava os dias no automático, sucumbiu ao toque vivo, quente e real daquele jovem na minha frente.
Eu não me afastei. Dei o consentimento silencioso que ele precisava ao subir minhas mãos para a cintura dele, sentindo a pele firme e jovem.
O Léo inclinou o rosto e me beijou.
Não foi um beijo tímido. Foi um choque de realidade. A boca dele era faminta, urgente, pressionando a minha com uma vontade que me fez esquecer quem eu era ou quantos anos eu tinha. Minhas costas bateram contra a pia da cozinha, e o corpo dele se colou ao meu, pesado, quente, reivindicando um espaço que a gente nunca tinha ousado explorar. A barba dele arranhava a minha, e o gosto dele — um misto de menta e desejo retido — tomou conta de mim.
A vela na mesa da cozinha tremeluziu, projetando nossas sombras gigantescas e distorcidas na parede, enquanto a barreira invisível que nos separava desabava, pedaço por pedaço, no escuro da casa.
A vela tremeluzia fraca na cozinha, mal iluminando os corpos colados. O beijo se aprofundou, línguas se enroscando com fome acumulada, mãos explorando costas e quadris. Eu senti o pau do Léo endurecer contra minha coxa, grosso e quente mesmo por cima da calça de moletom. Meu próprio cacete já latejava, preso no short velho, pressionando a barriga do filho.
Porra, Léo... — murmurei rouco, o ar escapando dos meus pulmões quando o beijo finalmente se quebrou.
Ele não disse nada. Desceu beijando meu pescoço, o peito cheio de pelos grisalhos, os mamilos que endureceram no mesmo instante. Caiu de joelhos no piso frio da cozinha e puxou meu short para baixo. Meu pau saltou para fora, pesado, latejando, a pele esticada nas veias grossas que corriam pela extensão. Léo olhou para cima com aqueles olhos escuros, depois lambeu devagar da base até a cabeça inchada.
— Delícia, pai... — sussurrou.
Abriu a boca e engoliu metade da minha rola. Senti o calor apertado da garganta dele me envolvendo, a pressão da língua grossa pressionando a parte de baixo do meu pau enquanto ele descia mais. A pegada dele na minha pele era forte, saliva misturada com o leve salgado do meu pau babando que ele sugava. Segurei o cabelo dele com força, quadril se movendo devagar, fodendo aquela boca quente. Cada vez que ele descia até quase engasgar, eu sentia as paredes da garganta dele se contraindo ao redor da cabeça, um aperto que fazia minhas bolas subirem.
Depois de um tempo babando na minha rola, ele me virou de frente para a pia, abriu minhas bandas e enfiou o rosto ali. A língua dele circulou meu cu, pressionando, entrando devagar. Era quente, insistente, um roçar áspero que me fazia apertar os dentes. Enquanto isso, a mão dele subia e descia no meu pau, apertando firme na base onde as veias pulsavam.
— Ahhh, caralho, Léo... — grunhi, empinando mais a bunda contra o rosto dele.
Ele comeu meu cu com vontade, língua entrando e saindo, chupando as bolas pesadas uma por uma. Meu corpo inteiro tremia. Então ele se levantou, cuspiu na mão e encostou a cabeça grossa do pau dele na minha entrada. O cacete do Léo era grande, quase tão grosso quanto o meu, a pele quente e esticada.
— Quero te comer, pai. Deixa eu te foder...
Abri as pernas e empinei. Ele empurrou devagar. Senti a cabeça larga forçando a entrada, queimando um pouco enquanto abria caminho. Depois veio a pressão forte, centímetro por centímetro, invadindo meu cu. A pia rangia com cada estocada mais funda. Meu pau pulsava na minha própria mão enquanto ele metia, o corpo dele batendo contra minha bunda, suor escorrendo entre nós.
Depois de uns minutos sentindo ele me arrombar gostoso, eu virei o jogo. Empurrei Léo contra a mesa, debrucei ele e abri aquelas bandas firmes e jovens. Cuspi na mão, passei na cabeça da minha rola e encostei na entrada rosada e apertada dele.
— Vai devagar, pai... sou virgem aí... — pediu, voz tremendo.
— Relaxa, piá. O pai vai te comer gostoso.
Empurrei. A cabeça entrou com dificuldade, forçando o anel apertado. Léo soltou um berro agudo, corpo todo tenso:
— Aaaahhh! Porra, tá grande demais! Ai, caralho!
Senti o cu dele me apertando com força absurda, quase dolorido para mim também de tão fechado. Ele respirava rápido, gemendo de dor, mas empinava um pouco mais. Continuei empurrando devagar, sentindo cada milímetro da minha rola grossa sendo engolido por aquele cu virgem. A pressão era insana — quente, apertado, as paredes internas dele pulsando e resistindo ao mesmo tempo.
— Ai pai! Tá me rasgando... fode... fode mais! Eu amo essa rola grossa do caralho!
A dor na voz dele era real, lágrimas escorrendo, mas o corpo pedia mais. Segurei firme nos quadris dele e meti mais fundo, estocadas longas que faziam minhas bolas baterem nas dele. O cu do Léo ia se abrindo aos poucos, mas ainda apertava forte na base da minha rola, uma fricção quente e intensa que subia pela minha espinha. Ele gritava a cada estocada forte:
— Aaaahhh pai, me fode! Mais forte!
A cozinha inteira ecoava com o som de pele contra pele, os berros dele e meus grunhidos roucos. Puxava o cabelo dele para trás, dominando o corpo jovem enquanto metia sem parar, suor pingando do meu peito nas costas dele.
Léo gozou primeiro, sem tocar no próprio pau. Senti o cu dele contraindo forte ao redor da minha rola, espasmos violentos enquanto ele jorrava no chão da cozinha, gritando alto. Aquilo me levou ao limite. Meti mais algumas vezes fundo e puxei para fora, gozando nas costas e na bunda dele em jatos grossos e quentes, marcando aquela pele jovem.
Ficamos ali, ofegantes, meu peito colado nas costas dele, braços ao redor do corpo trêmulo. A vela quase se apagando. A chuva batia forte lá fora. Nenhum de nós falou nada por um tempo — só respiração pesada, pele quente contra pele quente, e a certeza de que tudo tinha mudado para sempre naquela casa.
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