Richard e a sentença
Richard descobre que tem hiv, acha que seu mundo acabou... Será mesmo?
Aqui vai a versão atualizada, com o nome trocado para Richard:
O dia estava normal, daqueles cinzentos de São Paulo. Ele, Richard, 26 anos, tinha feito o teste rápido uns dias antes num CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) no centro da cidade. Foi numa quarta-feira à tarde, depois do trabalho. Ele mentiu pra si mesmo que era só pra “ficar tranquilo”, mas no fundo sabia que tinha rolado uma transa sem camisinha uns dois meses antes com um cara que ele conheceu no Grindr. “Todo mundo faz, vai dar negativo”, pensou na hora.
Chegou no CTA por volta das 14h30. A sala de espera era pequena, com aquelas cadeiras de plástico azul desbotado, cheiro de álcool gel e desinfetante. Tinha umas cinco pessoas esperando. Uma mulher de uns 40 anos folheando uma revista velha, um cara mais velho olhando pro celular sem parar. Richard sentou no canto, o coração já batendo mais rápido. Ele ficava repetindo mentalmente: “Se for positivo eu vou surtar, mas provavelmente não é.”
A atendente chamou: “Richard Mendes?”
Ele levantou, as pernas meio moles. Entrou na sala pequena. A conselheira era uma mulher de uns 35 anos, expressão calma e profissional. Na mesa tinha uma pastinha com o nome dele.
— Richard, senta aqui. Como você tá se sentindo hoje?
Ele deu um sorriso nervoso.
— Normal, né… ansioso pra pegar o resultado.
Ela abriu a pastinha devagar. Não falou nada por uns dois segundos que pareceram eternos. Depois olhou nos olhos dele.
— Richard, o seu teste deu reagente pra HIV.
O mundo parou. Ele ouviu as palavras, mas demorou uns instantes pra elas fazerem sentido. Era como se alguém tivesse jogado um balde de água fria na cara.
— Como assim? Tem certeza? — foi a primeira coisa que saiu da boca dele, voz baixa, quase um sussurro.
A conselheira explicou com calma, mas firme: era um teste rápido de quarta geração, alta sensibilidade. O resultado era positivo. Ela já tinha visto muitos casos. Explicou que precisava fazer um exame confirmatório (ELISA + Western Blot ou PCR) pra ter 100% de certeza, mas que na prática quase sempre confirma.
Richard sentiu um frio subir pela espinha. A boca secou completamente. Começou a suar frio. Pensamentos desconexos:
“Eu vou morrer.”
“Minha mãe vai me matar.”
“Nunca mais vou transar na vida.”
“Como eu vou contar pros meus amigos?”
“Será que eu passei pra alguém?”
Ele ficou em silêncio uns 20 segundos, olhando pro chão. A conselheira esperou, ela já sabia que esse era o momento do choque.
— Você quer um copo d’água?
Ele aceitou. Bebeu tremendo. Começou a chorar baixo, sem conseguir segurar. Não era choro escandaloso, era aquele choro preso na garganta, de quem tá tentando não desabar na frente de estranha.
Ela foi extremamente humana: não ficou com discurso motivacional barato. Explicou que hoje em dia HIV não é mais sentença de morte. Que com tratamento (TARV) a carga viral fica indetectável, a pessoa vive normal, expectativa de vida quase igual a quem não tem. Que ele precisava começar acompanhamento rápido.
Mostrou o papel com o resultado. Richard olhou pro “REAGENTE” escrito ali como se fosse um veredito. Pediu pra tirar foto. Depois se arrependeu, mas já tinha tirado.
Saiu do CTA umas 40 minutos depois, com um envelope, guia pra coleta de sangue confirmatória e o cartão do SUS com marcação pro infectologista em 15 dias. O mundo lá fora continuava igual: gente andando, ônibus passando, vida normal. Pra ele, parecia que tinha entrado num filme de terror.
Ele andou uns três quarteirões sem destino, sentou num banco de praça e ficou olhando pro nada. Ligou pro melhor amigo (o que sabia que ele era gay). Mal conseguia falar:
— Mano… deu positivo.
O amigo ficou em silêncio do outro lado. Depois: “Porra, Richard… vem pra cá agora.”
Naquela noite ele quase não dormiu. Pesquisou obsessivamente no Google: “HIV indetectável transmissível?”, “pessoas famosas com HIV”, “quanto tempo até morrer sem tratamento”. Entrou em fóruns, leu histórias de gente que vivia há 20 anos sem problema. Chorou mais um pouco. Tomou banho quente e ficou olhando pro espelho, tentando reconhecer o cara que estava ali.
No dia seguinte ele foi trabalhar como um zumbi. Ninguém notou nada.
Aqui está a continuação realista da história do Richard, incorporando exatamente o que você pediu:
Nas primeiras semanas, Richard entrou num modo de sobrevivência que ele mesmo não reconhecia. Ele evitava tudo que envolvia outras pessoas. Cancelou o perfil no Grindr e no Tinder, bloqueou vários contatos, parou de sair com os amigos nos fins de semana. Quando o melhor amigo insistia pra ele ir tomar uma cerveja, Richard inventava desculpas: “Tô cansado do trabalho”, “Tenho que acordar cedo”, “Não tô muito legal”.
Dentro de casa, ele virava um fantasma. Passava horas deitado na cama olhando o teto, repassando mentalmente todas as vezes que tinha transado sem camisinha. “Eu sou um perigo pra todo mundo agora”, pensava. Apesar da conselheira ter falado sobre carga viral indetectável e da famosa sigla U=U (Undetectable = Untransmittable), ele não conseguia acreditar. No fundo, achava que era conversa fiada de médico pra acalmar as pessoas. “E se eu for aquele 1% que não funciona? E se eu transmitir mesmo assim?”
Ele evitava conhecer novas pessoas como se fosse uma regra de vida ou morte. Se um colega do trabalho convidava pra happy hour, ele recusava. Se via alguém interessante na rua ou no metrô, baixava o olhar imediatamente. A ideia de paquerar, flertar ou mesmo ter uma conversa mais longa com alguém novo gerava pânico. “Pra quê? Vou ter que contar que sou positivo logo de cara? Ou esconder e viver com culpa? Melhor sozinho.”
O exame confirmatório saiu positivo, como esperado. Quando o infectologista explicou novamente que, com o remédio diário, em poucos meses a carga viral ficaria indetectável e ele poderia levar uma vida completamente normal, Richard balançava a cabeça concordando por educação, mas por dentro não absorvia. Ele pegava o receituário, comprava os antirretrovirais na farmácia do SUS, tomava todo dia no mesmo horário… mas achava que aquilo era só “pra adiar o inevitável”.
Ele pesquisava obsessivamente histórias trágicas na internet e ignorava as de gente que vivia há 15, 20 anos sem problema nenhum. Olhava no espelho e via um “doente”. Perdeu peso de tanto estresse, dormia mal, tinha crises de ansiedade à noite. A vida normal — sair, beijar, transar, planejar futuro, viajar — parecia algo que tinha sido tirado dele pra sempre. Ele se isolou tanto que até a mãe percebeu que algo estava errado, mas Richard dizia que era só “estresse no emprego”.
Foram quase quatro meses assim: um buraco escuro de autodesprezo, medo constante e solidão autoimposta. Ele não conseguia imaginar que alguém pudesse gostar dele sabendo da sorologia. Achava que seria rejeitado na hora, ou pior, que seria visto como promíscuo. A simples ideia de ter uma relação afetiva ou sexual novamente parecia impossível e egoísta.
Richard já estava há quase cinco meses no modo “isolamento total”. Saía só pro trabalho, tomava o remédio religiosamente, ia ao infectologista e voltava pra casa. Tinha transformado o apartamento num bunker particular. Não flertava, não olhava stories de ninguém, mal respondia mensagens.
Tudo mudou numa tarde chuvosa de sábado no metrô. Richard estava voltando da farmácia com o remédio novo na mochila, cabeça baixa, fones no ouvido sem tocar nada. O vagão estava lotado. Num solavanco da frenagem, um garoto esbarrou nele e deixou cair um caderno todo molhado no chão.
— Merda… desculpa — murmurou o garoto, abaixando rápido pra pegar. Era magro, cabelo castanho bagunçado, olhos grandes e um jeito perdido, como se estivesse sempre um pouco fora do mundo.
Richard, por reflexo, ajudou a catar as folhas. Viu que eram desenhos a lápis, uns traços soltos de rostos e paisagens urbanas. O garoto corou violentamente.
— Obrigado… eu sou meio avoado, sempre derrubando tudo — disse ele com um sorriso tímido, quase infantil.
Chamava-se Lúcio. Tinha acabado de fazer 20 anos, estudava Artes Visuais numa faculdade pública e morava com a tia em Perdizes. Era absurdamente tímido: falava baixo, gaguejava um pouco quando nervoso e tinha o costume de olhar pros próprios tênis enquanto conversava. Richard achou aquilo… inofensivo. Não era o tipo de pessoa que invadiria sua vida. Era só um garoto distraído que gostava de desenhar.
Eles desceram na mesma estação. Lúcio comentou algo bobo sobre a chuva estragar o caderno e Richard, sem nem saber por quê, respondeu. Conversaram uns cinco minutos embaixo do toldo da saída do metrô. Nada profundo. Lúcio falava de um projeto da faculdade, Richard dava respostas curtas. Quando o garoto perguntou se ele queria ver mais desenhos algum dia, Richard quase recusou por reflexo. Mas alguma coisa no jeito desajeitado e sem pressão de Lúcio fez ele responder:
— Pode ser.
Trocaram Instagram. Richard saiu dali achando que nunca mais ia falar com ele. “É só um menino tímido, não representa perigo pro meu isolamento”, pensou.
Mas foi tarde.
Nos dias seguintes, Lúcio começou a mandar mensagens. Nada invasivo. Um desenho rápido que tinha feito no metrô, uma foto de um gato que viu na rua com a legenda “lembrei de vc falando que gosta de gatos”. Coisas leves, sem cobrança. Richard respondia com atraso, seco… mas respondia. Toda noite, antes de dormir, pegava o celular “só pra ver se tinha mensagem nova”. Começou a pensar no garoto sem querer.
Pensava no jeito que Lúcio sorria olhando pro chão. No cabelo sempre bagunçado. Na forma como ele se perdia no meio da frase e ria de si mesmo. Richard se pegava imaginando como seria conversar com ele pessoalmente de novo. “É só amizade”, repetia pra si mesmo. “Ele nem precisa saber de nada.”
Em menos de três semanas, Lúcio já estava totalmente dentro da cabeça dele. Richard acordava pensando se o garoto tinha ido pra aula. Durante o trabalho, lembrava de algum desenho que Lúcio tinha mandado. À noite, deitado, ficava ansioso pra ver se tinha aparecido alguma mensagem nova. O isolamento que ele tanto protegia estava rachando.
E o pior: Richard começou a sentir medo de verdade. Medo de se aproximar mais. Medo de estragar a vida do garoto. Medo de ter que contar. Medo de ser rejeitado. Medo de querer beijar ele e não poder (ou achar que não podia).
Lúcio, completamente alheio a tudo isso, continuava sendo o mesmo menino tímido e avoado: mandava áudio de três minutos falando de um filme que viu, esquecia de responder por horas porque “tava desenhando e perdi a noção do tempo”. E Richard, que jurava que nunca mais ia se envolver com ninguém, agora checava o celular toda hora, o coração acelerado só com o nome “Lúcio” aparecendo na tela.
Era tarde demais. Ele já pensava no outro o dia inteiro.
Richard não aguentava mais. Já fazia quase um mês que pensava no Lúcio o dia inteiro. Toda mensagem que o garoto mandava era uma facada de culpa e desejo misturados. Ele acordava pensando nele, dormia pensando nele. Não conseguia mais manter o isolamento que tanto construiu.
“Vou cortar o mal pela raiz”, decidiu numa quinta-feira à noite, depois de tomar o remédio. “Melhor acabar logo com isso.”
Mandou uma mensagem curta:
Richard: Ei, tá livre amanhã à noite? Pode passar aqui em casa se quiser. Queria te mostrar uns livros que comentei e conversar uma coisa.
Lúcio respondeu em menos de dez minutos, claramente animado, mas ainda tímido:
Lúcio: Pode sim!! Que horas? Levo um desenho novo que fiz 😊
No dia seguinte Richard passou o dia inteiro ansioso. Arrumou o apartamento (quase não tinha nada fora do lugar), deixou a caixa de remédios escondida na gaveta do banheiro e ensaiou mentalmente o discurso umas dez vezes. Tinha certeza absoluta do que ia acontecer: contaria, Lúcio ficaria chocado, inventaria uma desculpa e nunca mais responderia. Era o fim natural. Era o que tinha que ser.
Lúcio chegou às 19h40, um pouco molhado da garoa, com uma mochila velha nas costas e o cabelo ainda mais bagunçado que o normal. Estava visivelmente nervoso — mexia nas alças da mochila e olhava tudo ao redor com aqueles olhos grandes e avoados.
Eles conversaram um pouco sobre coisas bobas. Richard serviu refrigerante. O coração dele batia tão forte que achou que Lúcio ia ouvir. Depois de uns vinte minutos de conversa enrolada, Richard respirou fundo e foi direto:
— Lúcio… tem uma coisa que eu preciso te falar antes que isso aqui vá pra qualquer lugar. Eu sou HIV positivo. Diagnóstico de uns cinco meses. Eu tomo remédio, tô indetectável, mas… eu entendo perfeitamente se você quiser ir embora agora. Sem problema nenhum.
Ele disse tudo de uma vez, olhando pro chão, já esperando o silêncio constrangedor, o “ah… entendi”, o “tenho que ir embora”.
Em vez disso, Lúcio ficou quieto por uns dois segundos… e caiu na gargalhada.
Uma gargalhada genuína, alta, quase descontrolada. Ele cobriu a boca com a mão, os olhos marejados de tanto rir. Richard ficou paralisado, sem entender nada.
— Desculpa… desculpa — Lúcio tentava falar entre risos, o rosto vermelho. — É que… caralho, Richard… eu passei esse tempo todo achando que o problema era eu!
Ele ainda ria, mas agora com um misto de alívio e vergonha.
— Eu sou tímido pra caralho, avoado, desenho o dia inteiro, falo coisas aleatórias… Eu tava convencido que você tava sendo educado comigo porque eu sou estranho demais, feio demais, desajeitado demais. Achava que você ia sumir a qualquer momento porque eu era… sei lá, demais pra lidar. E agora você me fala isso?
Lúcio balançou a cabeça, ainda sorrindo, mas o olhar ficou mais sério e carinhoso.
— Eu estudo Artes, mas leio muita coisa sobre saúde mental e direitos sexuais. Eu sei o que é indetectável. Sei do U=U. Eu não tô preocupado com isso, Richard. Tô preocupado era com você não gostar de mim de verdade.
Ele coçou a nuca, envergonhado por ter rido tanto.
— Desculpa ter rido… foi nervoso. Mas… sério. Eu gosto de conversar com você. Gosto pra caralho, na verdade. Se você quiser ir devagar, sem pressão, eu topo. Se não quiser nada, eu também entendo. Mas não é por causa do HIV que eu vou embora.
Richard ficou sem reação. Era a última coisa que ele esperava. O discurso perfeito que tinha ensaiado desmoronou completamente.
Lúcio, ainda com as bochechas vermelhas, completou baixinho:
— E… se você me deixar, eu posso te dar um abraço agora? Porque você parece que tá prestes a desmaiar.
Depois do abraço, que durou mais tempo do que os dois esperavam, o clima mudou. Lúcio ainda estava com o rosto vermelho, mas não soltou Richard. Olhou pra ele de baixo, tímido, e murmurou:
— Posso te beijar?
Richard hesitou meio segundo, o coração disparado. Acenou de leve com a cabeça.
O primeiro beijo foi desajeitado. Lúcio era claramente inexperiente: os lábios tremiam um pouco, o nariz bateu no dele. Mas era quente, sincero. Richard sentiu o gosto de refrigerante e algo doce. Por um instante ele se permitiu relaxar, a mão subindo pro cabelo bagunçado do garoto.
Lúcio avançou o sinal rápido. As mãos dele desceram pela cintura de Richard, apertando de leve, colando os corpos. O beijo ficou mais fundo, mais urgente. Richard sentiu o pau do garoto já duro roçando contra a coxa dele e isso acendeu um alerta vermelho na cabeça.
— Lúcio… espera — murmurou, tentando se afastar um pouco.
Mas Lúcio não parou. Desceu beijando o pescoço dele, ajoelhando devagar no sofá. Abriu o botão da calça de Richard com dedos nervosos mas decididos. Quando puxou a cueca pra baixo e colocou o pau meio duro de Richard na boca, quente e molhado, Richard quase surtou.
— Lúcio, para… você não precisa fazer isso — disse, a voz rouca de preocupação, já levando a mão pra afastar a cabeça do garoto.
Lúcio tirou o pau da boca só o suficiente pra falar, olhando pra cima com aqueles olhos grandes e sinceros, saliva brilhando nos lábios:
— Tá tudo bem… eu quero. Eu sei que você tá indetectável. Eu pesquisei. Confio em você.
E voltou a chupar, mais fundo agora, mesmo sendo claramente inexperiente — engasgava um pouco, usava muita língua, mas com uma vontade que desarmava qualquer resistência. Richard gemeu baixo, a mão que ia afastar agora segurava o cabelo dele com mais carinho. Aos poucos, o medo foi perdendo força. O calor da boca do garoto, o jeito avoado mas dedicado como ele lambia e chupava, o gemidinho baixinho que Lúcio soltava… Richard se desarmou.
Ele puxou Lúcio pra cima, beijou ele com mais fome e o virou de bruços no sofá. Baixou a calça do garoto devagar, revelando a bunda pequena e branca. Lúcio tremia de nervoso e excitação.
— Tem certeza? — Richard perguntou uma última vez, a voz rouca.
— Tenho… vai devagar, por favor — respondeu Lúcio, o rosto enterrado na almofada, envergonhado mas claramente louco pra sentir.
Richard cuspiu na mão, lubrificou o próprio pau e o buraco apertado de Lúcio. Entrou devagar, centímetro por centímetro, sentindo o garoto gemer e apertar em volta dele. Era apertado pra caralho. Lúcio soltava uns gemidinhos agudos, misturados com suspiros.
Quando Richard estava todo dentro, começou a meter com mais ritmo, segurando a cintura fina do garoto. Lúcio se entregava completamente — empinava a bunda, pedia mais baixinho, o corpo todo tremendo. Richard se inclinou sobre ele, beijando a nuca, o ombro, enquanto metia fundo e gostoso.
— Porra, Lúcio… você é tão apertado — gemeu Richard, finalmente se permitindo gozar de verdade no momento.
Ele gozou dentro, forte, abraçando o garoto por trás. Lúcio gozou logo depois, só de fricção no sofá, soltando um gemido longo e envergonhado.
Ficaram os dois ali, suados e ofegantes, Richard ainda dentro dele. O peso da preocupação voltando aos poucos, mas agora misturado com uma sensação nova: alívio e afeto.
Lúcio virou o rosto de lado, sorrindo tímido:
— Viu? Tá tudo bem… eu tô vivo.
Richard só conseguiu rir baixo e beijar a nuca dele, ainda sem acreditar no que tinha acabado de acontecer.
Alguns dias depois, Richard insistiu que os dois fossem juntos ao infectologista. Lúcio ficou claramente nervoso na sala de espera, mexendo na alça da mochila, mas segurou a mão de Richard quando entraram na consulta.
O médico, um homem de uns 50 anos, ouviu o relato dos dois com expressão neutra. Quando Richard contou que eles tinham transado sem camisinha, o médico suspirou e deu uma bronca leve, mas firme:
— Olha, Richard, você está indetectável há quanto tempo? Pouco mais de cinco meses? É ótimo, mas ainda é cedo pra relaxar completamente. E você, Lúcio… mesmo com U=U, o ideal é usar camisinha nos primeiros meses até tudo estabilizar e você começar a PrEP direito. Não é pra gerar paranoia, mas pra proteger os dois. Vocês são jovens, estão no começo, melhor ir com calma.
Lúcio ficou vermelho até a orelha, mas acenou que entendeu. O médico pediu exames pra Lúcio, confirmou que ele não tinha nada e já saiu com a receita de PrEP (Truvada genérica, um comprimido por dia). No caminho de volta, Lúcio comentou baixinho:
— Foi menos ruim do que eu imaginava… ele foi gente boa.
Depois da consulta, a tensão sexual entre eles ficou ainda mais forte. De noite, no quarto de Richard, as luzes baixas, Lúcio tirou a roupa dele devagar, quase reverente. Quando Richard deitou de bruços e murmurou “Quero que você me foda hoje”, Lúcio engoliu em seco, mas o tesão venceu a timidez.
Lúcio cuspiu na mão, lubrificou bem o próprio pau e o buraco de Richard. Pressionou a cabeça grossa contra a entrada e começou a empurrar devagar.
— Ahh… porra… — Richard soltou um gemido rouco, apertando o lençol com força. A dor inicial foi forte. O pau de Lúcio era mais grosso do que ele esperava e fazia tempo que Richard não era passivo. — Devagar… tá ardendo…
Lúcio parou no meio do caminho, acariciando as costas dele com uma mão enquanto a outra segurava firme o quadril.
— Relaxa… respira — sussurrou no ouvido de Richard, a voz baixa e rouca, diferente do jeito tímido de sempre. — Seu cuzinho tá apertando meu pau pra caralho… tá gostoso pra mim.
Ele empurrou mais um pouco. Richard gemeu alto, um som longo e sofrido misturado com prazer:
— Hhhnnn… ai, Lúcio… tá muito grosso… tá doendo… ahhh!
A dor queimava, um ardor intenso enquanto o pau abria ele centímetro por centímetro. Richard enterrava o rosto no travesseiro, o corpo tenso. Lúcio parou de novo, só a metade dentro, e começou a falar baixinho bem no ouvido dele, a respiração quente:
— Isso… geme pra mim. Deixa eu ouvir como você tá sentindo meu pau te abrindo. Você é tão apertado… parece que tá virgem de novo. Vou te foder gostoso até você acostumar e pedir mais.
Quando Richard relaxou um pouco, Lúcio meteu até o fundo com uma estocada firme. Richard soltou um gemido alto, quase um grito abafado:
— Aaaahh! Porra… tá todo dentro… tá latejando… hhnngh!
A dor inicial foi diminuindo aos poucos, virando um prazer quente e profundo. Lúcio começou a meter com ritmo, estocadas fortes e fundas. O corpo magro escondia uma força surpreendente — ele segurava Richard pela cintura com firmeza, puxando ele contra si a cada investida.
— Tá gostando de levar pau, hein? — Lúcio sussurrou no ouvido, a voz cheia de putaria baixa e safada. — Gemendo assim todo manhoso… esse cuzinho guloso tá engolindo meu pau inteiro. Vou te arrombar hoje… vou gozar bem fundo em você.
Richard estava derretendo. Os gemidos saíam cada vez mais altos e descontrolados:
— Ahh… Lúcio… assim… mais fundo… hahh… porra, você tá me comendo gostoso… nnghh!
Lúcio acelerou, metendo com virilidade bruta. O barulho molhado de pele contra pele ecoava no quarto. Ele mordeu de leve o ombro de Richard e continuou falando baixinho:
— Isso, geme mais alto pra mim. Quero ouvir você tomando meu pau. Você é meu agora… vou te encher de porra.
Richard tremia inteiro, gemendo sem parar — uma mistura de “ahh”, “fode”, “mais” e sons roucos incoerentes. Quando Lúcio metia bem fundo e girava o quadril, ele soltava um gemido agudo, quase choramingando de prazer.
Lúcio gozou com um gemido gutural, segurando Richard com força contra o colchão enquanto pulsava dentro dele, enchendo ele de gozo quente. Richard gozou logo depois, só da fricção, o corpo todo convulsionando, gemendo longamente contra o travesseiro.
Os dois ficaram caídos, suados e ofegantes. Lúcio, ainda dentro dele, beijou a nuca de Richard com carinho, voltando ao tom tímido de sempre:
— Desculpa se fui bruto… você tá bem?
Richard, ainda recuperando o fôlego, riu fraco e respondeu:
— Tá maluco? Foi… foda pra caralho. Você me surpreendeu.
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Comentários (1)
Roberto: Show, muito gostoso, leria muito mais.
Responder↴ • uid:phapz6b6pa3