#Assédio

A Loira Dura na Queda da Homenagem do Batalhão Da Polícia Militar

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Rodrigo

Meu nome é Rodrigo Castelo, tenho 44 anos e, modéstia à parte, a genética foi generosa comigo. Tenho 1,88m de altura, a pele morena clara que contrasta bem com a farda, e ostento um físico que não é só resultado do sedentarismo da viatura; ralo muito na academia e no jiu-jitsu para manter os 90 kg de puro músculo no lugar. Na corporação, e fora dela, sempre tive uma fama justa, preciso admitir de ter muito sucesso com a mulherada. Nunca fui de levar um "não" para casa. Mas aquela noite mudou um pouco a minha estatística.

Eu estava lotado na homenagem do 17º Batalhão da Polícia Militar. Vou ocultar o nome da cidade por motivos mais do que óbvios, afinal, o que acontece na caserna, morre na caserna.

Era uma noite de solenidade e homenagem. Foi quando ela subiu ao palco: Heloísa Medeiros. Belíssima é apelido. Ela tinha sido convidada para receber uma honraria e, no momento em que pisou no tablado, o batalhão inteiro emudeceu.

Heloísa usava um vestido azul irresistível, mas incrivelmente recatado, sem decotes vulgares, o que só aumentava o mistério. Tinha cerca de 1,70m, um corpo nitidamente malhado, mas ela era magrela aquela estrutura elegante, sabem? Uma musculatura definida, mas sem nenhum exagero, bem diferente dessas mulheres bombadas de academia que a gente vê hoje em dia. Os cabelos loiros eram longos, iam até o começo das costas, emoldurando seios médios perfeitos e um bumbum bonito que marcava sutilmente o tecido azul. A voz dela no microfone era incrível. Ela gesticulava com uma classe absurda, dizia que era uma honra o convite, cumprimentava a mesa diretora, as autoridades... Ali deu para ver como os marmanjos da tropa dos soldados aos coronéis não resistiam aos encantos daquela mulher. O mais impressionante? Ela tinha 47 anos, mas nem parecia. Uma mulher que sabia se cuidar como poucas.

No fim do evento, começou o burburinho. Ela foi para o saguão, tirou fotos com alguns policiais e civis. Obviamente, estava sendo cortejada e recebendo algumas cantadas baratas dos meus colegas. Mas ela? Tirou tudo de letra, sorrindo, saindo pela tangente com uma classe de dar inveja.

Eu, confiante no meu taco e no meu histórico, resolvi que não seria apenas mais um na fila. Armei meu plano. Esperei a aglomeração diminuir e cheguei como um verdadeiro Gentleman, com um papo leve, sem cantada direta, usando a velha desculpa do protocolo policial e do evento.

Me aproximei, curvei levemente o corpo e usei meu melhor tom de voz:

— "Doutora Heloísa, boa noite. Primeiramente, parabéns pela homenagem. Como oficial aqui do 17º, fico encarregado de garantir que a nossa principal convidada tenha tido uma experiência impecável. No mês que vem, teremos o baile de gala beneficente das forças de segurança, um evento bem mais reservado e focado em planejamento estratégico com a comunidade. Seria uma honra imensa para a corporação e, sendo bem sincero, um privilégio pessoal para mim contar com a sua presença na minha mesa."

Ela arqueou uma sobrancelha loira, me olhando de cima a baixo com um sorriso intrigado, mas calmo.

— "O baile de gala? Parece um evento muito bonito, tenente. Mas a minha agenda costuma ser um quebra-cabeça militar para organizar" — ela respondeu, a voz mansa e firme.

Era a minha deixa. Joguei verde, tentando uma cantada sutil, focando direto em conseguir o contato dela de forma profissional:

— "Bom, resolver problemas de logística é a especialidade da Polícia Militar. Se a senhora me permitir anotar o seu número ou o da sua assessoria, eu mesmo posso enviar o convite oficial e ajustar os detalhes para que sua presença seja o mais confortável possível. Prometo ligar apenas em horário estritamente comercial... a menos que a senhora me autorize a quebrar o protocolo."

Olhei bem nos olhos dela, sustentando o olhar com aquele magnetismo de quem sabe o que quer. Esperava que ela cedesse o telefone, afinal, era uma desculpa profissional perfeita. Mas Heloísa era de outro nível. Com uma lábia impecável, charme e uma elegância que me desmontou por completo, ela simplesmente sorriu com os olhos, deu um passo leve para o lado e me desarmou com uma delicadeza cirúrgica.

— "Tenente Castelo, o senhor é extremamente eficiente no seu 'planejamento estratégico', preciso reconhecer" — ela disse, mantendo o tom suave, mas com uma barreira invisível de puro aço. — "Mas não se preocupe com o meu contato. O comandante do batalhão já tem o e-mail da minha secretaria e, se a agenda permitir, eles farão essa ponte formalmente. Deixemos o protocolo intacto, homens de farda lidam melhor com a disciplina."

Ela estendeu a mão para um aperto firme, me deu um aceno de cabeça digno de uma rainha e caminhou em direção à saída, me deixando ali, estático, com o meu melhor xaveco corporativo flutuando no ar.

Achei que não iria ver ela tão cedo tinha acabado ali mas o destino ou a minha teimosia resolveu me dar uma segunda chance meses depois. E onde? No carnaval. Quem é das forças de segurança sabe que folga nessa época é raridade, e quando a gente consegue, quer mais é descontrair.

Eu estava no meio de um dos blocos mais exclusivos da cidade. A multidão dançando, o som do axé e das marchinhas ecoando, aquela energia vibrante no ar. O ambiente perfeito. Naquele caos de alegria, os olhares se cruzam mais rápido, as defesas das pessoas caem e o clima de paquera toma conta. Era o momento propício para avançar sem as amarras de uma farda ou o formalismo de uma solenidade.

Foi aí que eu a vi. E, sinceramente, meu coração errou a batida.

Se fardada ela já chamava a atenção, no carnaval Heloísa estava um escândalo. Ela vestia um short jeans customizado, curtinho, mostrando aquelas pernas malhadas e torneadas na medida certa, sem exagero. Na parte de cima, um abadá customizado, recortado como um cropped que deixava à mostra um abdômen sequinho, plano, sem um pingo de gordura. Nos cabelos loiros que iam até o meio das costas, ela usava uma tiara discreta de brilho, e a maquiagem leve destacava aqueles olhos marcantes. Estava irresistível. Uma deusa misturada aos mortais.

Não pensei duas vezes. Abri caminho pela multidão e cheguei junto, com aquele sorriso de canto de boca que nunca me falha. Inadequei o tom, deixando de lado o "Tenente Castelo" e assumindo o Rodrigo sedutor.

— "Não é possível... O mundo é mesmo um ovo, ou o meu anjo da guarda resolveu trabalhar dobrado hoje" — falei, chegando perto o suficiente para ela me ouvir acima do som do bloco. — "Lembra de mim? Da comemoração da unidade? O tenente que quase pediu reforço por causa da sua beleza?"

Ela se virou, surpresa, e demorou apenas um segundo para me reconhecer. Deu aquela risada gostosa, os olhos brilhando.

— "Tenente Castelo! Ou devo dizer... Rodrigo, já que estamos sem farda?" ela brincou, a voz incrivelmente charmosa mesmo no meio do barulho.

— "Rodrigo, por favor. Aliás, naquele dia a senhora saiu tão rápido que nem me deu tempo de perguntar: afinal, você trabalha com o quê para ter tanta pose de rainha?"

Ela sorriu, aquele sorriso tímido, de canto, que parecia ponderar cada palavra, e me contou brevemente sobre sua carreira na área jurídica e empresarial, justificando a agenda de quebra-cabeça.

Foi a minha deixa para soltar o meu "papo aranha", aquela lábia refinada que acumulei com os meus 44 anos de experiência e muitas conquistas na bagagem. Eu não era um garoto de vinte anos soltando piadinha clichê; eu sabia jogar o jogo da sedução. Usei cada gota dessa experiência. Elogiei a inteligência dela combinada com aquela energia do carnaval, brinquei com o fato de que ela ficava ainda mais perigosa sem o vestido azul, e usei todo o meu repertório de olhares e timing para criar uma tensão entre nós.

Enquanto a música rolava e a multidão balançava, eu fui me aproximando. Ela correspondia à conversa, sorria daquele jeito contido, parecia estar gostando da companhia. Senti que o terreno estava ganho. O carnaval quebra qualquer barreira, pensei.

Com toda a segurança do mundo, dei o passo final. Deslizei minha mão pela cintura dela, sentindo a pele firme e quente daquele corpo malhado, e a puxei um pouco mais para perto. Inclinei o rosto, buscando o olhar dela, e fui para o beijo. Um movimento calculado, firme, esperando que ela finalmente cedesse ao clima.

Mas Heloísa era uma fortaleza revestida de veludo.

Com uma classe monumental, no exato milésimo de segundo em que meus lábios iam tocar os dela, ela girou sutilmente o rosto. O meu beijo pegou de raspão na bochecha dela, perto da orelha. Tentei insistir, reajustando o movimento com o braço na cintura dela, mas ela segurou meu peito com a palma da mão — um toque leve, mas que impôs uma distância intransponível.

Ela olhou bem nos meus olhos, sem perder o sorriso, sem parecer brava ou escandalizada, mantendo uma postura impecável que nem o carnaval conseguia desmoronar.

— "Rodrigo, Rodrigo..." ela disse, quase num sussurro, deslizando a mão que estava no meu peito para o meu ombro, me afastando com gentileza. — "Você é realmente um homem fascinante e sabe muito bem o poder que tem. Mas o carnaval é uma ilusão de ótica, e eu prefiro as coisas reais. Além disso, misturar a segurança pública com o meu juízo no meio da folia seria um risco alto demais para uma noite só. Você não acha?"

Alegou que o ambiente era propício para impulsos, mas que ela gostava de estar no controle absoluto das suas escolhas. Foi um fora cirúrgico. Elegante, maduro, sem me humilhar, mas deixando claro como cristal que ali eu não passaria. Ela tirou a minha mão da sua cintura com delicadeza, me deu um beijo no rosto e, com uma piscada de olhos avassaladora, deu as costas e sumiu na multidão do bloco antes que eu pudesse esboçar qualquer reação.

Fiquei ali, estático no meio da pista, sentindo o perfume dela no ar e o gosto do quase na boca. Eu sou brasileiro, sou policial e não desisto fácil do que eu quero, mas precisava admitir: em todos os meus anos de estrada, nunca uma mulher tinha resistido tanto às minhas cantadas.

Passaram-se algumas semanas. O carnaval já tinha ficado para trás, mas aquela loira não saía da minha cabeça. Eu precisava de um cenário neutro, onde a farda não me engessasse e a folia não servisse de desculpa para ela se esquivar. Foi aí que surgiu o aniversário de um coronel da reserva, uma festa de gala da polícia que reunia oficiais, empresários e figuras influentes da cidade.

Assim que passei pela recepção do salão, passei os olhos pelo ambiente e o meu faro não falhou. Lá estava ela. Heloísa estava de pé, perto do bar, conversando animadamente com um cara. Quando apertei a vista, reconheci o sujeito: era o Murilo, capitão aqui do batalhão e meu amigo de longa data.

O mundo é realmente pequeno. Eu já tinha comentado com o Murilo, por alto, sobre a "loira misteriosa" do aniversário da unidade que tinha me dado um gelo. Só não tinha citado o nome dela. O Murilo, que não é bobo nem nada, estava na cola dela há meses. Quando me aproximei de fininho, ouvi o papo e lembrei das conversas de vestiário. O Murilo já tinha me dito que conhecia uma empresária loira, solteira, que ele tinha conhecido em um congresso de segurança privada no ano passado. Ele vivia se gabando, dizendo que fazia tempo que tentava levar a mulher para o motel para foder gostoso, mas que ela era jogo duro e ele não havia conseguido absolutamente nada até então. Olhando os dois ali, a ficha caiu: a mulher impossível do Murilo era a minha Heloísa.

Na hora, tracei meu plano de ação. Mudei completamente de estratégia. Nada de chegar como o predador sedutor do carnaval ou o oficial engomado da primeira noite; eu ia jogar com a proximidade e com a ousadia inteligente.

Caminhei na direção deles com um sorriso confiante e cumprimentei os dois:

— "Capitão Murilo! Que excelente surpresa. E Doutora Heloísa... parece que o destino realmente gosta de nos colocar no mesmo quadrante."

Ela se virou e, ao me ver, abriu aquele sorriso que desmontava qualquer um. Murilo olhou sem entender nada, surpreso por notar que já nos conhecíamos.

Dessa vez, decidi arriscar um pouco mais no tom, deixando a formalidade de lado de um jeito mais safado e audacioso. Ela usava um vestido preto com uma fenda discreta na perna, que valorizava ainda mais aquele físico de dar inveja — magrela, com tudo no lugar, as curvas esculpidas sem nenhum exagero.

— "A senhora me desculpe o Capitão Murilo, mas é impossível não notar" — falei, medindo ela de cima a baixo com o olhar, sem disfarçar a minha intenção. — "Esse vestido parece ter sido desenhado no seu corpo. Se no batalhão a senhora desarmou a tropa, hoje o seu físico está cometendo um desacato gravíssimo contra o bom senso dos homens dessa festa."

Peguei a mão dela, trazendo-a para perto, e depositei um beijo demorado e suave nas costas da sua mão, sem desviar os olhos dos dela. Senti a pele macia e notei que ela segurava uma taça de vinho tinto, os lábios sutilmente manchados pela bebida, o que a deixava ainda mais provocante. Heloísa deu uma leve risada, achando graça da minha audácia, mas sem recuar.

— "O senhor não perde a oportunidade de fazer uma abordagem ousada, não é, Rodrigo?" — ela respondeu, dando um gole no vinho, sustentando o meu olhar com aquela classe imperturbável.

Pouco tempo depois, o celular do Murilo tocou. Era o major chamando ele até a mesa do comando. Ele bufou, me deu um tapinha no ombro, olhou para Heloísa dizendo que já voltava e se afastou, me deixando sozinho com o alvo.

Era a chance de ouro. Imediatamente, comecei a jogar verde para tentar impressionar e medir o terreno. Fiquei mais perto, diminuindo a distância entre nós, e comentei com uma voz mais baixa:

— "Sabe, o Murilo é um grande amigo. Mas ele fala demais. Ele me contou como conheceu você naquele congresso e... bem, ele comentou determinadas coisas sobre o quanto você é uma mulher difícil de se impressionar. Mas olhando para você agora, com essa taça de vinho, eu percebo que ele só não tem o calibre certo para lidar com uma mulher do seu nível."

Ela arqueou a sobrancelha, achando graça da minha provocação de bastidor, mas respondeu com aquela lábia de advogada brilhante que me fascinava:

— "O Capitão Murilo é um homem ambicioso, Rodrigo. Mas homens ambiciosos costumam focar muito no destino final e esquecem de prestar atenção no caminho. Eu aprecio quem sabe conversar, não quem faz promessas."

Aquilo foi o sinal verde que eu precisava. Ela gostava de inteligência, de desafio. Então, usei a minha cartada final: uma desculpa de trabalho que eu sabia que interessava diretamente a ela, já que ela atuava no setor corporativo e de segurança.

— "Por falar em caminho e boa conversa... eu sei que você está prestando consultoria para a nova implementação de segurança patrimonial na zona norte. Eu tive acesso aos relatórios internos do batalhão ontem e existem alguns gargalos logísticos que a sua equipe não vai conseguir prever sem o olhar de quem está na rua. O ambiente aqui está muito barulhento para tratar de estratégias... O que você acha de sairmos daqui assim que a solenidade acabar? Conheço um restaurante japonês excelente, reservado, a poucos minutos daqui. Podemos jantar, eu te mostro esses pontos e nós finalmente terminamos aquela conversa que o carnaval interrompeu."

Olhei bem no fundo dos olhos dela, esperando a resposta. Pela primeira vez, vi um brilho diferente no olhar da Heloísa. Ela olhou para a taça de vinho, olhou para mim, pensou por alguns segundos e soltou aquele sorriso enigmático que me deixou completamente sem chão.

Ela olhou para a taça, deu o último gole no vinho e fixou aqueles olhos marcantes nos meus. Para a minha surpresa, o sorriso dela mudou: ficou mais descontraído, quase desafiador.

— "Você é muito articulado, Rodrigo. E confesso que esses gargalos logísticos da zona norte me interessam bastante. Vamos fazer o seguinte: o jantar fica por sua conta, e a estratégia por minha."

Eu mal pude acreditar. Ali mesmo, nos despedimos discretamente e saímos antes que o Murilo voltasse do camarote do comando.

O restaurante japonês era exatamente o que eu precisava: luz baixa, mesas reservadas e uma atmosfera intimista. Sentada à minha frente, Heloísa acomodou-se na cadeira e cruzou as pernas de um jeito absurdamente elegante, fazendo o tecido preto do vestido subir um pouco e revelar o contorno daquelas coxas torneadas. Ela ouvia atentamente enquanto eu desfiava os pontos sobre o patrulhamento da região. Mas, claro, eu não estava ali só para falar de trabalho. No meio das explicações técnicas, comecei a soltar meu "papo mole", aquele blá-blá-blá refinado de sedutor experiente, misturando jargões militares com elogios à inteligência dela e olhares profundos.

Ela não entrava no meu jogo de forma óbvia. Ouvia tudo, soltava respostas curtas com um sorriso tímido no canto dos lábios, jogando com o mistério:

— "Você foca muito no alvo, tenente..." ou "A sua lábia é quase tão perigosa quanto a sua farda."

O tempo voou. Entre uma peça de sushis e um gole de saquê, quando olhei no relógio, já passava do começo da madrugada. O restaurante estava esvaziando e era hora de sairmos. Paguei a conta e, na saída, ofereci carona para a casa dela. Ela aceitou sem hesitar.

Assim que entramos no carro, o ambiente mudou. O silêncio do trânsito da madrugada trouxe uma intimidade cortante. Resolvi abrir o jogo de vez. Enquanto dirigia, disse tudo o que pensava dela: elogiei a postura, a independência, a forma como ela mexia com a minha cabeça desde o primeiro dia no batalhão, deixando claro o meu interesse em algo mais.

Ela ouviu tudo em silêncio, olhando as estrelas pelo vidro do passageiro, com as pernas cruzadas na cabine do carro. Depois de alguns minutos, ela se virou para mim e soltou o que eu achei que seria o golpe de misericórdia:

— "Gosto muito do seu jeito, Rodrigo. Você é seguro, maduro e sabe o que quer. Mas... eu não sou mulher para relacionamentos duradouros ou intimidades profundas. Minha vida já é complexa demais."

*Um fora clássico*, pensei comigo mesmo, sentindo o ego dar uma leve balançada. Mas o jogo do destino tem regras próprias.

Ficamos vários minutos em silêncio, apenas com o ronco do motor. De repente, ela quebrou o gelo, apontando para uma via secundária:

— "Dá uma volta por ali... e encosta naquele recuo perto do mato."

Era uma estrada de terra, um lugar bem deserto e escuro. Assim que estacionei e apaguei os faróis, a atmosfera pegou fogo. Sem aviso, Heloísa quebrou toda aquela postura de madame. Ela deslizou a mão por cima da minha calça, direto na minha intimidade, que já estava completamente dura e pulsando. Com agilidade, abriu o zíper da minha calça e colocou o meu pau para fora, começando a me masturbar com uma firmeza e um calor absurdos.

O choque foi tão grande que eu quase perdi o fôlego:

— "O que é isso, Heloísa?" perguntei, a voz meio engasgada pela surpresa.

Ela deu um sorriso malicioso, completamente diferente da mulher recatada do batalhão:

— "Quem disse que eu preciso de um relacionamento para querer você agora?"

Perdi o controle. Com uma pegada firme, segurei o corpo dela por trás da nuca e tentei tascar um beijo daqueles de tirar o fôlego. Mas ela continuava sendo a Heloísa: fez um movimento rápido, esquivou os lábios e me deu o pescoço, deixando que eu mordesse e lambesse a pele dela enquanto a mão dela subia e descia pelo meu pau com uma velocidade que me fez apertar o volante. Ela fazia muito bem, uma técnica impecável. Precisei segurar firme para não gozar ali mesmo, naqueles primeiros minutos.

Em um momento, ela se inclinou e começou a olhar fixamente para o meu pau duro, mas resistiu à tentação de mamar ali. Percebendo o olhar, fiz o pedido de imediato:

— "Chupa, Heloísa... faz esse favor para mim."

Mas a "madame", recuperando um pouco daquele nariz em pé, recusou com os seus motivos bem claros:

— "Aqui não, Rodrigo. O carro é apertado, o mato é deserto e eu não vou estragar a minha maquiagem nem ficar de joelhos nesse espaço. Eu dito as regras hoje."

Eu não ia aceitar um não como resposta final. Segurei firme na cintura dela, puxei o seu corpo com força contra o meu e tentei beijá-la novamente. Ela ainda fez doce por alguns segundos, virando o rosto, mas a tensão erótica era alta demais. Acabou cedendo. Nosso primeiro beijo foi uma explosão: selvagem, quente, com gosto de saquê e puro desejo acumulado há meses.

Heloísa então decidiu tomar as rédeas da situação de forma insaciável. Com uma agilidade impressionante para quem usava um vestido justo, ela puxou a calcinha para o lado, ajeitou o vestido preto e jogou as pernas por cima de mim, sentando de frente no meu colo. Ela se posicionou e, com um gemido abafado no meu ouvido, desceu de uma vez, se empalando na minha piroca.

A sensação do aperto dela foi inacreditável. O espaço do carro era reduzido, o que deixava os nossos corpos colados, pele com pele, suor misturando com suor. Ela começou a galopar com força, jogando o quadril para cima e para baixo. Aquela postura recatada sumiu por completo; Heloísa gemia alto, jogando a cabeça para trás, os cabelos loiros batendo no teto do carro.

Mudei a posição para aumentar a pressão: segurei o quadril dela com as duas mãos e a ergui um pouco, fazendo-a descer com ainda mais impacto enquanto eu impulsionava o meu corpo para cima. Ela apertava os meus ombros musculosos com as unhas, mostrando uma fome que eu nunca imaginei que aquela mulher de 47 anos tivesse. Era insaciável. Cada estocada fazia o banco do carro ranger no meio daquele matagal deserto.

O ápice chegou para os dois quase ao mesmo tempo. Sentindo as contrações fortes e quentes dela me apertando como uma prensa, eu não consegui mais segurar. Heloísa acelerou o ritmo em uma sequência final e frenética, cavalgando com tudo, até que soltou um gemido agudo e trêmulo, gozando intensamente ao redor do meu pau. Logo em seguida, eu dei uma última estocada profunda e descarreguei uma gozada forte e quente dentro dela, enchendo-a por completo enquanto nossos corpos relaxavam, exaustos, colados um ao outro no banco do carro.

Ficamos ali por vários minutos, apenas ouvindo a respiração pesada um do outro na escuridão da madrugada. Essa foi uma das trepadas mais deliciosas que eu já tive.......

Comentários (2)

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  • Beija flor: Excelente a descrição da tesão crescente. Uma foda inesquecível. Parabéns Oficial! Não se ganha uma potranca dessas sem usar todo tipo de estratégia. Foi a porra mais bem empregada.

    Responder↴ • uid:1dujjnvixqoj
  • Wass: Excelente e Rico em Detalhes 👏👏👏👏👏👏

    Responder↴ • uid:1en67yxrs313