#Assédio #Traições

A Fantasia que se Tornou Realidade.

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Casadanada

Eu amo o meu marido. Sempre amei. Nosso relacionamento sempre foi vibrante, completo. Na cama, ele nunca me deixou na mão; sempre soube exatamente como me fazer ter vários orgasmos gostosos,daqueles de tremer as pernas. Mas havia esse detalhe, essa engrenagem secreta que movia o desejo dele: a fantasia do preterido. De tanto ele escrever esses contos eróticos em que eu o traía com vários homens, de tanto ele pedir, quase implorar, para eu o chamar de corno e sussurrar impropérios durante as nossas transas, a linha entre a ficção e o desejo real começou a embaçar.

Para piorar, a rotina dele não ajudava. De tanto ele me deixar sozinha por conta de suas longas viagens de trabalho, o silêncio da casa começou a ecoar as palavras que ele mesmo escrevia. No fim, não deu outra: ele acabou arrumando chifres de verdade.

Mas não pense que foi fácil. Eu sou dura na queda.

Modéstia à parte, eu sei o impacto que causo. Tenho um corpo bonito, malhado, daquele tipo que mantém a cintura bem definida, contrastando com um bundão de parar o trânsito. Para completar, ostento um belo par de seios que enchem qualquer decote e cabelos ruivos, longos e muito bem tratados. É lógico que nunca faltou oportunidade para trair. Os olhares na academia, as cantadas bobas na rua, os convites discretos no ambiente de trabalho... eu resistia a tudo com facilidade, porque me sentia plena.

Até que um belo dia aconteceu.

Tudo começou de forma sutil, depois que minhas amigas do trabalho começaram a me mostrar fotos e vídeos de homens extremamente bem dotados nos intervalos do expediente. No início, eu não me ligava muito. Levava na brincadeira, ria com elas, fingia um choque puritano. Mas o tom mudou quando elas passaram a descrever, com detalhes quase anatômicos, o quanto adoravam transar com esses caras "picudos". A narrativa delas tinha um peso real, carnal. Aquilo, devagarzinho, começou a me excitar e despertou uma curiosidade que eu sequer sabia que existia em mim.

Essa nova obsessão das conversas de escritório somou-se, perfeitamente, ao combustível que eu já tinha em casa. Minha mente começou a repassar os contos do meu marido. Lembrei-me de como ele descrevia em detalhes o quanto eu adorava gozar numa rola bem grande, até ficar com a bucetona inchada, arrombada e toda melada — exatamente como ele escrevia nas suas páginas e sussurrava no meu ouvido quando estávamos transando.

Certa noite, uma das minhas amigas me convidou para bater papo em uma pizzaria badalada onde o namorado dela ia se apresentar com sua banda. Ela insistiu que seria imperdível porque todas as outras meninas do nosso círculo do trabalho também iriam. Era a desculpa perfeita para espantar o tédio. Avisei meu marido pelo WhatsApp, já que ele, para variar, estava viajando a negócios. Do outro lado da tela, ele me deu a maior força para eu sair e me divertir. E ainda brincou, como de costume, usando aquele tom que misturava provocação e fetiche: disse para eu colocar um vestido bem sexy para atrair a atenção dos machos e ter cuidado para não lhe meter muito chifre. Ri da brincadeira dele e decidi entrar no jogo, respondendo com ousadia, chamando-o de "meu corninho", um apelido que eu sabia que o deixava completamente louco e excitado à distância.

Escolhi a dedo o figurino para aquela noite: um vestido vermelho colado, de tecido leve que marcava perfeitamente a curvatura da minha cintura definida e valorizava o bundão de parar o trânsito. O decote generoso realçava meus seios fartos, e meus cabelos ruivos longos caíam em ondas bem cuidadas sobre os ombros. Eu estava exuberante, exalando uma sensualidade que há muito tempo andava guardada apenas para as páginas dos contos dele.

Chegando à pizzaria, a mesa das meninas já estava animada. Entre fatias de pizza e muitas risadas, o assunto inevitavelmente caiu naqueles vídeos e relatos que vinham me assombrando. Uma das meninas começou a dar detalhes vívidos sobre um antigo caso que tivera com um homem negro, alto e extremamente dotado. Ela descrevia com as mãos o tamanho da "peça" e detalhava como gemia horrores com ele, confessando que no dia seguinte mal conseguia andar e tinha que ficar de cama, de tão dolorida e preenchida que se sentia. Enquanto ela falava, uma onda de calor subiu pelo meu corpo. Discretamente, cruzei as pernas sob a mesa, percebendo que a minha buceta já estava completamente molhadinha, implorando por atenção. E olha que, até então, eu nem sequer tinha preferência por homens negros, mas a crueza daquele relato, somada às fantasias que meu marido martelava na minha cabeça, estava quebrando todas as minhas barreiras mentais.

Nesse meio tempo, minha amiga Larissa começou a se lamentar. Queixou-se de estar na seca total desde que se separara do marido, dizendo que não aguentava mais ficar sem ninguém, que estava literalmente tarada e que precisava arrumar um macho de qualquer jeito naquela noite. Para ajudá-la, comecei a correr os olhos pelo salão até que reparei na mesa ao lado da nossa. Havia quatro caras conversando. Como Larissa estava de costas para eles, ela não conseguia olhar sem ser indiscreta.

— Amiga, finge que vai comigo ao banheiro — sussurrou Larissa, me puxando pelo braço. — Assim a gente passa por eles e eu dou uma avaliada.

Ao passarmos pela mesa deles, os quatro homens se levantaram quase em sincronia, fingindo abrir caminho no corredor estreito, mas claramente usando aquilo como pretexto para nos abordar. Um deles, com um sorriso charmoso, perguntou em tom de lamentação por que já estávamos indo embora tão cedo. Como eu ia à frente, resolvi responder gentilmente, mantendo a postura de mulher bem resolvida:

— Não estamos indo embora, rapazes. Apenas vamos ao toalete.

O cara que havia falado, visivelmente o mais galanteador e autoconfiante do grupo, não perdeu tempo. Olhou-me de cima a baixo, detendo-se no meu decote e no contorno dos meus quadris, e disparou:

— Sendo assim, o convite está feito: quando voltarem, juntem-se a nós para um brinde. Seria um desperdício vocês ficarem longe.

Pensei rápido. Olhei para a Larissa de soslaio e vi seus olhos brilharem. Visando puramente ajudar minha amiga encalhada e necessitada, resolvi aceitar o convite com um aceno de cabeça e um sorriso enigmático. No banheiro, Larissa ficou toda eufórica. E com razão: os quatro eram realmente muito boa pinta, extremamente bem vestidos, com corpos malhados que denunciavam horas de academia, e aparentavam ser uns dez anos mais jovens que a gente. Aquela energia jovial e predatória era inebriante.

Na volta do banheiro, passamos rapidamente pela nossa mesa original e avisamos as outras meninas que íamos dar um tempo com os rapazes na mesa ao lado. Assim que nos sentamos, a engrenagem da sedução começou a girar. Um dos amigos foi logo puxando papo com a Larissa, deixando-a cercada de atenções. Enquanto isso, o galanteador que havia nos abordado se virou para mim e me serviu uma bebida. Notei que ele e os amigos bebiam whisky, mas no meu copo ele verteu uma Skol Beats perfeitamente gelada.

— Achei que você estivesse bebendo whisky — comentei, arqueando uma sobrancelha. — Estranho você misturar as bebidas para me servir.

Ele deu um sorriso de canto, daqueles que sabem exatamente o poder que têm, e respondeu com a voz mansa:

— Eu reparei em você desde a hora em que entrou. Vi que você estava tomando Skol Beats na outra mesa, por isso chamei o garçom e pedi um balde inteiro de gelo com elas só para quando você voltasse. Gosto de prestar atenção no que agrada uma mulher como você.

Nossa, parece que ele era o cara mesmo! Um legítimo predador, atento, envolvente. Eu repetia para mim mesma, mentalmente, que estava ali apenas para ajudar a minha amiga e até cheguei a pensar em cortar o barato dele logo de cara, dizendo explicitamente que era casada. Mas o álcool e o ego falaram mais alto. Por que não aproveitar o momento? Afinal, aquele tratamento VIP, aqueles olhares cheios de desejo e aquela exclusividade faziam um bem enorme para a autoestima de qualquer mulher. Decidi que me manteria no controle e que, se ele tentasse avançar o sinal de forma mais ousada, aí sim eu jogaria a carta do casamento.

Muito papo, muitas risadas e vários baldes de cerveja depois, a noite começou a minguar. As outras amigas da nossa mesa principal vieram se despedir e foram embora. A essa altura, eu já estava bem alegrinha, sentindo o efeito da bebida flutuar na minha mente. Meus poucos neurônios ainda sóbrios começaram a acender um sinal de alerta, ordenando que eu pegasse minhas coisas e fosse para casa antes que a situação saísse do meu domínio.

Foi nesse exato instante que olhei para o lado e vi a Larissa completamente enroscada com o rapaz, entregue a um beijo cinematográfico, daqueles de cinema, sem a menor vergonha. Aproveitando-se da minha distração e do clima de intimidade que havia se instalado, o amigo dele — que agora eu já sabia que se chamava Ricardo — resolveu agir. Senti sua mão firme e quente subir pela minha coxa por baixo da mesa, apertando a carne malhada sob o vestido vermelho. Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação de recuo, ele avançou e tentou me tascar um beijo de tirar o fôlego, daqueles roubados, intensos, calculados para não dar chance de repelir.

Contudo, como eu disse, eu era dura na queda. Minhas defesas de mulher casada se ativaram por puro reflexo. Recuei a cabeça com rapidez e firmeza; o beijo dele perdeu o alvo e foi parar no canto da minha boca. Mas Ricardo não era homem de desistir fácil. Ao ver o beijo na boca ser recusado, ele não se afastou; em vez disso, aproveitou a proximidade mecânica, desceu os lábios pelo meu maxilar e começou a beijar o meu pescoço com uma pegada forte, sussurrando cantadas safadas e diretas direto no meu ouvido:

— Você é gostosa demais, ruiva... Esse seu corpo tá me deixando louco desde que você sentou aqui. Sei que você quer, dá pra sentir como você tá quente. Deixa eu te pegar de jeito hoje.

O calor da boca dele e a vibração daquelas palavras contra a minha pele me deram um calafrio terrível de excitação, mas eu precisava manter a postura. Juntei minhas forças, espalmei a mão firmemente contra o rosto dele e o empurrei para trás, conseguindo finalmente me soltar daquela língua serpenteante que insistia em trilhar o meu pescoço. Ajustei o decote do vestido, respirei fundo e joguei a real real, tentando usar um tom de censura que soasse definitivo:

— Olha aqui, você não pode fazer isso. Você passou dos limites. Eu sou uma mulher casada, tenho uma vida estável, respeito o meu marido e não vim aqui para procurar esse tipo de confusão. Isso é errado, blá, blá, blá...

Despejei aquele sermão clássico que toda mulher usa para tentar reestabelecer as fronteiras. Mas o tiro saiu pela culatra. Em vez de demonstrar espanto, culpa ou se afastar constrangido, o cara pareceu achar a situação ainda mais excitante. O desafio acendeu um brilho predatório nos olhos dele, deixando-o nitidamente mais interessado na conquista. Ricardo deu uma risada curta, ajeitou-se na cadeira e me olhou com uma audácia que me desarmou. Aproximou-se novamente, mas dessa vez sem me tocar, usando apenas a voz para me encurralar:

— Calma, ruiva... Não precisa ficar nervosa. Somos dois adultos aqui, ninguém vai saber de nada e eu garanto que não vou fazer absolutamente nada que você não queira. O que acontece entre quatro paredes fica entre quatro paredes. O seu marido não precisa ser dono de todos os seus desejos, precisa?

Antes que eu pudesse processar o impacto daquela resposta abusada, Larissa se desprendeu do namorado temporário por um segundo, olhou para mim com as bochechas coradas e perguntou, com a voz embargada pelo álcool:

— Amiga... você está de carro? É que os meninos sugeriram da gente ir para um motel agora terminar a noite... Você se importa se eu for?

Olhei para ela, vendo que a minha missão de tirá-la da seca estava mais do que cumprida.

— Não, amiga, vai lá. Eu vim de táxi, pode ir tranquila — respondi, tentando manter a sobriedade.

Na mesma hora, Ricardo se prontificou, com um sorriso de vitória desenhado nos lábios:

— Problema resolvido. Eu estou de carro e faço questão de te levar em casa em segurança. Jamais deixaria uma mulher linda como você pegar um táxi sozinha a essa hora.

Larissa e o parceiro se despediram rapidamente, saindo apressados em direção ao estacionamento. Para a minha surpresa e relativo alívio, os outros dois rapazes da mesa também se despediram, alegando que precisavam trabalhar cedo, deixando apenas eu e Ricardo ali. Olhei para ele, avaliei o cansaço, o teor alcoólico no meu sangue e a conveniência de uma carona confortável. Acabei aceitando. Afinal, o que de mal poderia acontecer em uma simples carona?

Entramos no carro dele. O estofado de couro, o perfume importado marcante e a música ambiente criavam uma atmosfera sufocante de intimidade. No meio do caminho, enquanto dirigia com uma mão só no volante e a outra descansando perigosamente perto da minha marcha de câmbio, ele olhou para mim e sugeriu:

— O que acha de pararmos em algum lugar para uma saideira? Só mais um trago para fechar a noite com chave de ouro.

Eu estava com a guarda baixa e, sem pensar muito nas consequências, movida pelo restinho de euforia, acabei topando:

— Tudo bem, só uma saideira rápida.

Só que a realidade jogou contra nós naquele momento. Conforme avançávamos pelas avenidas, percebemos que todos os bares ao redor já estavam com as portas fechadas e as cadeiras empilhadas. Ricardo parou em dois postos de combustível, mas os atendentes das lojas de conveniência foram categóricos: por conta da legislação local e do horário avançado, era estritamente proibido vender qualquer tipo de bebida alcoólica àquela hora da madrugada.

Ele voltou para o carro, fechou a porta e me olhou com a maior calma do mundo, mantendo aquele sorriso enigmático que me dava um frio na espinha.

— Tudo bem, o plano B nunca falha — disse ele, engatando a primeira marcha. — Eu sei exatamente onde podemos ir para tomar essa bebida sem pressa e sem ninguém para incomodar.

Pensei cá comigo, sentindo um estalo de lucidez misturado com uma pontada de pânico delicioso: *Pronto, fudeu!*

Era óbvio o que estava prestes a acontecer. O cara era envolvente demais, seguro de si, e sabia exatamente como cercar uma presa. Mas, por experiência própria, eu sabia que era excelente em resistir a cantadas de final de noite. Quantas vezes eu já não tinha despachado homens insistentes com um belo sonoro "não"? Olhei para o reflexo do meu vestido vermelho no vidro do carro e pensei com os meus botões: *É, meu corninho... parece que as suas fantasias literárias estão muito perto de se tornarem realidade. Mas não vai ser tão fácil assim entregar o ouro.*

Ricardo estacionou o carro em uma rua mais escura e reservada, apagou os faróis e virou o corpo totalmente em minha direção. A atmosfera estava carregada. Ele esticou o braço, segurou a minha nuca com os dedos entrelaçados nos meus cabelos ruivos e veio para cima com uma pegada forte, firme, tentando me calar com um beijo definitivo, insistindo na clássica cantada de fim de festa:

— Chega de joguinho, ruiva. A gente tá aqui sozinho, a química tá explodindo. Vamos para o meu apartamento, é aqui perto. Você sabe que a gente vai se encaixar perfeitamente. Esquece o mundo lá fora só por algumas horas. Você merece um homem que te pegue de verdade.

Eu sentia o pulsar do meu próprio corpo, a umidade entre as minhas pernas aumentando, mas a minha experiência em manter o controle falou mais alto. Usei toda a minha lábia e jogo de cintura. Gentilmente, mas com uma firmeza inabalável, segurei os pulsos dele, impedindo que suas mãos descessem para o meu decote, e mantive nossos rostos a poucos centímetros de distância. Olhei bem no fundo dos olhos dele, usando um tom de voz sussurrado, quase manhoso, mas que cortava qualquer possibilidade de ação imediata:

— Ricardo... você é um homem maravilhoso, lindo, e vou te confessar que faz muito tempo que eu não me sentia tão desejada e atraída por alguém como estou por você agora. Você mexe com qualquer mulher, e o seu toque é uma tentação... Mas eu sou uma mulher de rituais, entende? — Dei um sorriso de canto, passando a ponta do dedo indicador pelo peito da camisa dele. — Se eu ceder agora, com toda essa bebida na cabeça, no meio da rua dentro de um carro, amanhã eu vou acordar cheia de culpa e vou acabar te bloqueando da minha vida para sempre por puro arrependimento. E eu não quero que a nossa história seja só um erro de fim de noite. Eu sou safada, mas gosto das coisas bem feitas. Me deixa ir para casa, processar tudo isso que aconteceu hoje com a cabeça fria. Se o que você sentiu por mim for real, você vai saber esperar o momento certo, em um lugar certo, onde eu possa ser toda sua sem peso na consciência. O fruto proibido é mais gostoso quando é colhido devagar...

Minha desculpa foi perfeita, um misto de massagem no ego dele com uma promessa futura que o deixou completamente desarmado. Ele respirou fundo, soltou o ar devagar e me encarou, percebendo que, apesar de toda a sua persistência, eu ainda detinha as rédeas da situação.
Passaram-se alguns dias desde aquela noite na pizzaria, mas a verdade é que a minha cabeça não conseguiu esquecer o Ricardo. Eu me pegava olhando para o celular, lembrando do toque dele e, principalmente, das palavras do meu marido ecoando na minha mente. As viagens dele continuavam, a casa continuava vazia, e o desejo só acumulava. Até que, no final daquela semana, o destino — ou a minha própria vontade disfarçada — deu um jeito de nos cruzar novamente.

Eu sabia que ele frequentava uma badalada sunset party aos sábados à tarde, e resolvi ir com a Larissa. Para aquele reencontro, eu não brinquei em serviço. Eu estava me sentindo a mulher mais gostosa daquela cidade. Escolhi um vestido envelope de seda verde-esmeralda, curtíssimo, que contrastava perfeitamente com o fogo dos meus cabelos ruivos. Ele era colado ao corpo, desenhando a minha cintura fininha e deixando minhas pernas malhadas totalmente à mostra. O decote em "V" ia quase até o limite, sustentando meus seios fartos de um jeito que era impossível não olhar. Quando entrei no evento, saltos altos estralando e o bundão balançando a cada passo, senti os olhares me metralharem.

Não demorou dez minutos para o Ricardo me notar no meio da multidão. Ele veio andando na minha direção com aquele mesmo sorriso predatório, os olhos brilhando ao rever a "ruiva gostosa" que o tinha deixado na vontade.

— Não achei que fosse te ver tão cedo, princesa — disse ele, aproximando-se tanto que eu conseguia sentir o calor do seu corpo. — Passei a semana inteira pensando no seu perfume, no seu pescoço... e na promessa que você me fez naquele carro.

Eu, armada com toda a minha lábia de mulher safada, dei um gole no meu drink, olhei para ele com a cara mais lavada do mundo e respondi, fazendo-me de totalmente desentendida:

— Do que você está falando, Ricardo? Promessa? Olha, para ser bem sincera, eu bebi tanto aquela noite que nem lembro de nada do que aconteceu depois que saímos da pizzaria. Minha mente apagou por completo.

Ele soltou uma risada desacreditada, achando graça do meu joguinho. Mas o bicho era persistente. Nós nos sentamos em um dos camarotes mais reservados do local, e foi ali que começaram as investidas da noite. Eu me sentei cruzando aquelas pernas compridas, fazendo o vestido subir ainda mais, quase revelando o que não devia, só para torturá-lo.

Ricardo não aguentou o chá de cadeira e partiu para o ataque. Na primeira tentativa de beijo, ele se inclinou, segurando o meu queixo, mas eu virei o rosto no último segundo, oferecendo apenas a bochecha e dando um sorriso de canto. Ele não recuou. Minutos depois, enquanto conversávamos no pé do ouvido, ele tentou o segundo beijo, segurando a minha cintura com força; eu usei as mãos no peito dele para afastá-lo delicadamente, dizendo com a voz mansa que "estava todo mundo olhando". Na terceira tentativa, já no final do evento, ele me encurralou contra a parede do camarote, a pegada já era de posse, o hálito quente colado no meu. Eu segurei a nuca dele, fiz menção de que ia ceder, mas selei apenas os seus lábios num selinho demorado e sussurrei: "Aqui não... vamos sair daqui".

Eu me fiz de difícil até o último segundo, mantendo a postura de senhora respeitável, mas por dentro eu já estava em chamas.

Saímos de lá direto para o carro dele. O destino já estava traçado: o motel mais luxuoso da região. No caminho, o nervosismo bateu por um segundo e eu comentei, tentando fingir uma última pontada de culpa, que aquilo era uma loucura e que meu marido me ligaria a qualquer momento. Foi aí que o Ricardo olhou de relance para mim, com aquele sorrisinho de canto, e disparou:

— Relaxa, princesa, você não falou que ele tá viajando? Então vamos nos divertir um pouco.

Aquilo foi o xeque-mate. Sem se descuidar da direção, a mão dele saiu do volante e já foi direto por baixo do meu vestido verde, subindo pelas minhas coxas e roçando os dedos firmes por sobre a minha calcinha. Minha reação foi imediata: abri as pernas, entregando o jogo. Ele puxou o fino tecido da calcinha para o lado e eu soltei um gemido gostoso, daqueles que saem do fundo da garganta, quando ele meteu o dedo entre os meus pequenos lábios, que já estavam bem lubrificados por antecipação. O estímulo dele ali, enquanto o carro corria pela avenida, me deixou completamente insana.

Para não ficar atrás, estiquei o meu braço e soltei o zíper do jeans dele. Menina, parecia que tinha uma barra de ferro ali dentro! Alisei devagar a pica por cima da cueca, avaliando o tamanho da ferramenta com as mãos. Meu Deus, era enorme! Devia ser o dobro da do meu maridinho!

Um pensamento rápido e pecaminoso cruzou a minha mente: *Nossa, isso tudo é o que estou pensando? Ele vai me rasgar ao meio!*

Como se estivesse lendo os meus pensamentos, Ricardo deu uma leve estocada com o quadril em direção à minha mão e sussurrou com a voz rouca:

— Sim, princesa, e é tudo pra você!

Mas eu resisti, sabe? Fui dura na queda até o fim, rsrs. Só não caí de boca ali mesmo, no meio do trânsito, para tentar manter um pouco da compostura de senhora respeitável que ainda me restava. Guardei o apetite para o momento certo.

Segundos depois, o carro entrou na garagem do motel. Subimos as escadas correndo e, assim que entramos na suíte, a porta mal bateu e ele já me agarrou com vontade, me prensando contra a parede. Ricardo começou a me encher de elogios, a voz misturada com uma respiração pesada. Disse que se amarrava em mulheres mais velhas, que o meu corpo ruivo e malhado era exatamente do jeito que ele gostava, cheio de curvas e carne nos lugares certos, e que aquela noite seria, para ele, um verdadeiro parque de diversões.

O perfume do ambiente e a luz indireta da suíte sumiram da minha mente assim que as mãos do Ricardo me puxaram para o centro daquele quarto. Ali, não havia mais espaço para o blá-blá-blá de mulher casada. A ficção do meu marido tinha virado realidade, e o "parque de diversões" estava prestes a abrir as portas.

Sem a menor cerimônia, ele segurou a barra do meu vestido verde e o puxou para cima de uma vez, arrancando-o pelos meus braços e me deixando apenas de salto alto e calcinha. Ele me olhou de cima a baixo, os olhos devorando cada centímetro do meu corpo ruivo, malhado e firme.

— Meu Deus, ruiva... você é um espetáculo — ele arfou, enquanto abria a própria camisa, revelando aquele peitoral definido de academia.

Ele me jogou na cama gigante com uma virilidade que me fez perder o fôlego. Ricardo tirou o resto da roupa dele num piscar de olhos e, quando aquela barra de ferro se libertou por completo, meu coração disparou. Era impressionante. Grossa, comprida, latejando de puro desejo. Ele veio por cima de mim, arrancou a minha calcinha com os dentes e começou a me beijar de um jeito feroz, uma boca sedenta que desceu pelo meu pescoço, mordiscou meus seios fartos até me fazer arquear as costas, e seguiu descendo até encontrar a minha buceta, que já estava uma poça de tão molhada. Ele deu apenas algumas lambidas firmes, de baixo para cima, me fazendo segurar os lençóis com força e soltar os primeiros gemidos altos da noite.

Eu não aguentava mais esperar. Segurei os ombros dele, puxando-o para cima.

— Coloca, Ricardo... por favor, me pega de verdade — pedi, a voz totalmente entregue à safadeza.

Ele não se fez de rogado. Ajeitou-se entre as minhas pernas, segurou as minhas duas coxas malhadas, abrindo-as ao máximo, e mirou a ferramenta na minha intimidade. Quando ele empurrou o quadril pela primeira vez, senti um preenchimento absurdo. Entrou rasgando, esticando tudo. Soltei um grito agudo que ecoou pela suíte. Era enorme, parecia que estava tocando o fundo da minha alma! Ricardo deu um sorriso satisfeito ao ver a minha reação e começou a meter com vontade. No início, foram estocadas longas e profundas, fazendo a minha buceta se moldar àquela pica gigante. O som da pele batendo com força, um estalo ritmado e úmido, começou a tomar conta do quarto. De tanto ele meter forte, meu bundão chacoalhava na cama e minha cabeça batia na cabeceira. Não demorou cinco minutos e aquela pressão toda me levou ao delírio; contraí o corpo inteiro e gozei gostoso pela primeira vez, banhando a rola dele com o meu mel.

Mas ele estava apenas começando. Ricardo percebeu que eu tinha vindo abaixo e resolveu mudar de posição para me castigar ainda mais.

— Fica de quatro, ruiva. Quero ver esse bundão balançar — ele ordenou, me puxando pela cintura.

Eu obedeci de imediato, apoiando os joelhos e os cotovelos no colchão, empinando bem o rabo de parar o trânsito na direção dele. Ele se posicionou atrás de mim, segurou a minha cintura fininha com as duas mãos, cravando os dedos na minha pele, e desceu a pica de uma vez só. Nossa senhora! Naquela posição, entrou ainda mais fundo. Ele começou a meter com uma força brutal, parecia um animal. A cada estocada, o impacto era tão intenso que eu era empurrada para a frente na cama. Meus cabelos ruivos jogados no rosto, eu gemia alto, sem pudor nenhum, xingando e pedindo mais.

— Toma, sua safada! É assim que você queria? Olha o tamanho disso dentro de você! — ele falava alto, no ritmo da fuletagem.

Ele acelerou o passo, combinando a metida firme com tapas estalados nas minhas nádegas, que foram ficando vermelhas. Aquilo me excitou de um jeito tão insano que a minha buceta começou a pulsar forte em volta da ferramenta dele. Ricardo soltou um rosnado grave, deu as últimas três metidas mais profundas da sua vida e descarregou uma quantidade absurda de porra quente lá dentro. Eu senti o jato jorrando contra o meu colo do útero e, no mesmo segundo, peguei rona no orgasmo dele, gozando pela segunda vez, tremendo dos pés à cabeça, desabando de bruços no colchão.

Achou que tinha acabado? Que nada. O garoto de vinte e poucos anos tinha energia de sobra.

Depois de alguns minutos respirando fundo, com a minha bunda toda melada da porra dele que começava a escorrer pelas minhas pernas, senti a ferramenta dele acordar novamente lá dentro. Ricardo me virou de costas, puxou minhas pernas para cima e as jogou por cima dos ombros dele, me deixando totalmente exposta e vulnerável. Nessa posição, o ângulo era perfeito para ele esmagar. Ele começou a meter rápido, numa sequência frenética e sem pena, fazendo a minha buceta já inchada e arrombada receber cada centímetro daquele monstro. Eu já não articulava palavras, só soltava gemidos curtos e sôfregos. Eu estava completamente dominada, entregue ao fetiche que meu marido tanto desenhou, sendo preenchida por um macho que sabia exatamente como maltratar uma mulher na cama.

Nós ficamos ali por horas, trocando de posição, de lado, de pé na beira da cama, com ele me suspendendo pelas coxas enquanto me macetava no ar. Ricardo gozou mais duas vezes, uma delas direto nos meus seios fartos, deixando o meu decote todo lambuzado daquele líquido branco e grosso, e a última bem lá no fundo da minha poupança, me deixando completamente cheia, arrombada e exausta.

Quando o sol começou a nascer, eu estava deitada de lado, o corpo mole, o lençol manchado e uma sensação de saciedade e pecado que eu nunca tinha experimentado na vida. Olhei para o Ricardo dormindo feito um anjo ao meu lado e pensei no meu marido, que àquela hora devia estar acordando no hotel da viagem. Sorri maliciosamente com meus botões, sentindo o líquido do meu amante escorrer devagar entre as minhas pernas: É, meu corninho... a ficção finalmente virou realidade. E foi muito melhor do que você escreveu.

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