Bento, Miguel e a praia.
Bento nunca experimentou nada... Até surgir Miguel
O vento soprava forte naquela manhã de janeiro.
Eu estava sentado na varanda da pousada da minha tia, observando as jangadas voltarem do mar. Era o tipo de cena que eu via todos os dias desde criança, mas que nunca deixava de parecer bonita.
Meu nome é Bento.
Tenho dezenove anos, trabalho na pousada da família e, para falar a verdade, minha vida inteira cabia naquela cidadezinha.
Todo mundo conhecia todo mundo.
Todo mundo sabia da vida de todo mundo.
E era justamente por isso que eu guardava tantas coisas só para mim.
— Bento! — gritou minha tia. — Vai buscar o hóspede novo na rodoviária!
— Já vou!
Peguei a motocicleta e segui pela estrada de areia.
Não imaginava que aquele simples favor mudaria tudo.
Quando cheguei, vi apenas algumas pessoas esperando ônibus.
Então reparei nele.
Alto, pele vermelha, queimada de sol, em torno de 25 anos, cabelos escuros bagunçados pelo vento e uma mochila enorme pendurada no ombro.
Ele parecia perdido.
E também parecia cansado.
— Você é o Miguel? — perguntei.
Ele virou o rosto.
Por um segundo, fiquei sem reação.
Seu sorriso apareceu antes mesmo da resposta.
— Sou eu. E você deve ser o Bento.
— Como adivinhou?
— Porque sua tia falou que mandaria o sobrinho mais sério da cidade me buscar.
— Ela falou isso?
— Falou.
— Mentira.
— É verdade.
Eu ri.
E ele também.
Foi a primeira vez.
Durante o caminho, Miguel ficou observando a paisagem pela garupa da moto.
— Aqui é bonito demais.
— Você nunca tinha vindo?
— Nunca.
— Então por que escolheu vir?
Ele demorou para responder.
— Precisava relaxar nessas férias, vida na capital estraga a gente.
Aquilo me deixou curioso.
Mas não perguntei mais nada.
Nos dias seguintes, Miguel virou praticamente parte da pousada.
Ajudava os hóspedes.
Conversava com os pescadores.
Brincava com as crianças.
Parecia fazer amizade com qualquer pessoa em cinco minutos.
Qualquer pessoa.
Menos comigo.
Porque comigo era diferente.
Quando estávamos sozinhos, surgia um silêncio estranho.
Não era desconfortável.
Era pior.
Era aquele tipo de silêncio que faz você prestar atenção demais na presença de alguém.
Na risada.
No olhar.
Na forma como a pessoa fala seu nome.
Uma tarde, fomos até as falésias.
O céu estava laranja.
O mar parecia infinito.
Miguel sentou na areia e ficou olhando o horizonte.
— Já pensou em ir embora daqui? — perguntou.
— Muitas vezes.
— E vai?
—Não sei...
—Por que?
— Medo.
Ele assentiu.
Como se entendesse perfeitamente.
— Eu também tive medo.
— De quê?
Miguel baixou os olhos.
— De ser quem eu sou.
O vento soprou entre nós.
Pela primeira vez, seu sorriso desapareceu.
— Passei anos tentando agradar todo mundo — continuou. — Minha família, meus amigos... todo mundo.
— E deu certo?
— Não.
— Então por que continuar tentando?
Ele me encarou.
Os olhos dele tinham uma tristeza que eu nunca tinha percebido antes.
— Porque às vezes a gente acha que vai perder as pessoas que ama.
Eu não soube responder.
Porque aquela frase parecia falar sobre mim também.
Naquela noite, deitado na cama, fiquei pensando nele.
No sorriso.
Na voz.
No jeito como olhava o mar.
E, pela primeira vez em muito tempo, senti um medo real, não meus medos bobos do dia a dia.
Não do futuro.
Mas da possibilidade de estar começando a gostar de alguém.
E de que esse alguém fosse justamente Miguel.
O rapaz que tinha chegado com uma mochila nas costas e um monte de segredos no coração.
E que, sem perceber, já estava mudando o meu também.
A noite caiu.
A praça central estava viva. O cheiro de tapioca e espetinho se misturava ao vento quente da noite de janeiro, e o som da sanfona ecoava, fazendo os casais dançarem no chão de terra batida. A cidade inteira parecia ter saído de casa.
Minha tia havia montado uma mesa para a pousada perto do palco. Eu estava sentado num banco de madeira comprido, sem encosto, tentando me manter discreto. Miguel estava de pé perto da mesa, vestindo uma camisa de linho claro com os primeiros botões abertos. O vento do litoral mexia nos cabelos escuros dele, e o brilho dos refletores destacava o contorno dos ombros largos e o peito definido.
Não demorou para que Marina e Juliana se aproximassem, rindo, tocando nos braços dele e tentando arrastá-lo para a pista.
— Vamos, Miguel! Você disse que queria aprender forró de verdade — intimou Marina, colando o corpo no dele.
Miguel sorriu, todo charmoso e educado.
— Daqui a pouco, Marina. Ainda tô me acostumando com o ritmo. Deixa eu tomar mais uma dose primeiro.
As meninas insistiam, rindo e se encostando nele. Miguel dançava um pouco com elas, girando-as com leveza, mas sempre voltava para perto da nossa mesa.
Quando a mesa ficou mais cheia, Miguel deu um passo para trás para dar espaço às meninas que se sentavam. Em vez de procurar outra cadeira, ele se posicionou de pé bem atrás de mim. O banco era baixo, e a altura dele fazia sua virilha ficar quase alinhada com minhas omoplatas.
— Tá apertado aí, Bento? — perguntou ele baixinho, a voz quase sumindo no meio do barulho da sanfona, enquanto se inclinava ligeiramente para a frente.
— Dá pra todo mundo... — respondi, com a voz um pouco travada.
Ele apoiou as mãos na borda do banco, uma de cada lado do meu corpo, me cercando sutilmente. A cada movimento da música ou quando alguém passava esbarrando, o corpo dele pressionava contra minhas costas. Senti imediatamente o volume quente e pesado do pau dele roçando firme entre minhas omoplatas. Mesmo semi-duro, era grosso, encorpado, com um contorno longo e evidente que pulsava contra mim através do tecido fino da bermuda dele.
Meu coração disparou. Olhei para os lados, com medo de que alguém percebesse. O pau de Miguel crescia aos poucos, ficando completamente duro contra minhas costas. Era impressionante — longo, grosso, a cabeça marcada pressionando com rigidez contra minha coluna a cada pequeno movimento dos quadris dele. O calor irradiava forte, latejando devagar, como se estivesse tão excitado quanto eu.
Juliana continuava falando com ele, alheia a tudo. Miguel respondia com naturalidade, rindo das piadas dela, mas o peso do corpo dele permanecia ali, firme. Ele esfregava aquele pau duro de cima para baixo nas minhas costas com movimentos quase imperceptíveis, disfarçados pelo ritmo da sanfona e pela multidão.
Eu travei. Meu próprio pau endureceu rápido dentro da bermuda, latejando dolorosamente, a cabeça babando pré-gozo e molhando o tecido. O pânico de ser descoberto se misturava a uma excitação avassaladora.
Miguel se inclinou mais. Os lábios quase encostaram na minha orelha quando a sanfona puxou um xote mais alto. O hálito quente dele, com gosto de licor de jenipapo, roçou meu pescoço.
— Você está muito tenso, Bento... — sussurrou, a voz grave e baixa vibrando direto na minha pele. — Relaxa. Ninguém tá vendo.
Ele pressionou o pau mais deliberadamente, esfregando aquela grossura latejante devagar entre minhas omoplatas. Eu sentia cada detalhe: o comprimento, a rigidez, o jeito como inchava e pulsava contra mim, quente e pesado. Meu cu piscava involuntariamente, o desejo crescendo junto com o terror.
Quando as luzes da praça se acenderam mais fortes no intervalo da música, Miguel se afastou com a maior naturalidade, pegando seu copo e aceitando o convite de Marina para ir até a barraca de doces. Mas não sem antes dar uma última esfregada lenta e firme com aquele volume duro, marcando bem o contorno do pau contra minhas costas.
Fiquei ali sentado, sozinho no banco, com as mãos suadas, as pernas tremendo e o pau latejando dentro da bermuda. Olhava para as costas dele enquanto ele se afastava na multidão, ainda sentindo o calor e a pressão fantasma daquele pau grosso.
Minutos depois ele voltou, posicionando-se novamente atrás de mim. O pau continuava completamente duro, ainda mais evidente. Ele o pressionou contra minhas costas, esfregando com movimentos sutis enquanto fingia conversar com um pescador ao lado.
— Tá difícil disfarçar perto de você... — murmurou no meu ouvido, a voz carregada de desejo contido. — Você me deixa assim sem fazer esforço.
As meninas chamaram ele outra vez. Miguel se afastou, sorrindo para elas, mas sempre encontrava um pretexto para voltar. Cada retorno era uma nova provocação: o pau grosso e latejante roçando minhas costas, o calor intenso, os sussurros quentes no ouvido me deixando cada vez mais desesperado e molhado.
Quando a festa começou a acalmar um pouco, Miguel se inclinou uma última vez, o volume duro e pesado pressionado firmemente contra mim.
— Vem dar uma volta na praia comigo... tá muito cheio aqui.
Eu engoli em seco, as pernas fracas, o corpo inteiro formigando de tesão e medo. Levantei devagar, tentando esconder a ereção óbvia com a camisa, e segui Miguel em direção à escuridão além das luzes da praça.
Caminhamos em silêncio pela areia escura, longe das luzes e das pessoas. O som das ondas quebrando era o único barulho agora, misturado ao meu coração martelando no peito. Miguel andava um pouco à frente, a camisa de linho aberta balançando com o vento, uma toalha no ombro que ele usava para secar o suor do rosto. Quando chegamos a um trecho mais isolado, entre algumas pedras e coqueiros, ele parou e se virou para mim.
Não disse nada. Apenas puxou meu corpo contra o dele e me beijou. O beijo começou lento, mas logo virou fome. A língua dele invadiu minha boca, quente e exigente, enquanto as mãos grandes apertavam minha cintura. Eu tremia inteiro, ainda sentindo o eco daqueles roçares na praça.
Miguel desceu a mão e apertou meu pau por cima da bermuda. Eu já estava duro há horas.
— Você tá louco pra isso, né? — murmurou contra meus lábios, a voz rouca.
Eu só consegui assentir.
Ele abriu minha bermuda e puxou meu pau para fora, masturbando devagar enquanto me beijava. Depois, com a mão no meu ombro, me guiou para baixo. Eu me ajoelhei na areia ainda quente. O pau dele estava bem na minha frente. Miguel baixou a bermuda e a cueca de uma vez.
Era grosso. Muito grosso. Mesmo na penumbra, eu via o tamanho: comprido, uns 20 centímetros, com uma curvatura leve para cima e veias salientes que pulsavam. A cabeça era grande, rosada, brilhando de baba. O cheiro era forte — suor masculino limpo misturado com o aroma natural do pau num dia quente, um cheiro que me deixou tonto de tesão. As bolas pesadas pendiam logo abaixo, cheias e levemente peludas.
— Chupa — pediu ele baixinho, segurando a base e encostando a cabeça nos meus lábios.
Eu abri a boca, inseguro. A cabeça grossa entrou e já encheu minha boca. O gosto era salgado, quente. Tentei descer mais, mas o tamanho me fez engasgar forte. Lágrimas vieram aos olhos quando o pau bateu no fundo da minha garganta. Eu tossi, saliva escorrendo pelo queixo, mas não tirei. Queria aquilo. Miguel gemeu baixo e segurou minha cabeça com as duas mãos, fodendo minha boca devagar, empurrando mais fundo a cada vez.
— Isso... relaxa a garganta, Bento... tá indo bem. Abre mais a boca, cuidado com os dentes...
Eu engasgava a cada investida mais profunda, o pau curvado raspando na língua e na garganta, baba misturada escorrendo pelo meu queixo e pingando na areia. Meu próprio pau latejava no ar, babando sem parar.
Depois de alguns minutos, Miguel me levantou, tirou o resto da minha roupa e me deitou de bruços sobre uma toalha que ele havia trazido. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, abrindo minhas nádegas com as mãos grandes. Senti a língua dele ali, quente e molhada, lambendo meu cu em círculos lentos, depois enfiando a ponta para dentro. Eu gemi alto, empinando o rabo instintivamente.
Ele cuspiu bastante, lubrificando com saliva. Primeiro um dedo, depois dois, abrindo meu cu virgem devagar. Doía um pouco, mas o tesão era maior. Eu rebolava contra a mão dele, querendo mais.
— Miguel... por favor...
Ele posicionou o pau. A cabeça grossa pressionou contra minha entrada, quente e babada. Empurrou devagar. A dor veio forte — uma queimadura intensa enquanto meu cu era forçado a se abrir para aquele tamanho todo. Eu agarrei a toalha, mordendo o tecido para não gritar. Lágrimas escorriam pelo meu rosto.
— Tá doendo... — gemi, a voz falhando.
— Respira... relaxa pra mim — sussurrou ele, parando no meio, mas sem tirar. A curvatura do pau pressionava minhas paredes internas de um jeito que me fazia tremer.
Doía pra caralho, mas eu queria tanto. Queria dar o rabo pra ele. Empinei mais, empurrando para trás apesar da dor.
— Continua... mete tudo... eu quero você dentro de mim.
Miguel gemeu rouco e empurrou mais fundo. Centímetro por centímetro, aquele pau grosso e curvado foi abrindo meu cu virgem até as bolas encostarem na minha bunda. A dor era lancinante, mas misturada com um prazer profundo, visceral, que eu nunca tinha sentido. Ele começou a meter devagar, depois com mais força. Cada estocada fazia meu cu apertar ao redor da grossura dele, o pau curvado acertando fundo, enchendo-me completamente.
O som de pele contra pele, o cheiro de sexo, suor e mar, meus gemidos abafados e os dele roucos enchiam a noite. Miguel segurava meus quadris com força, metendo cada vez mais fundo, o pau latejando dentro de mim.
— Seu cu é tão apertado... tá gostando da rola?
Eu empinava em resposta, dava o rabo sem vergonha agora, pedindo mais mesmo quando doía. A dor virava fogo, prazer cru. Meu pau esfregava na toalha, babando sem parar.
Miguel acelerou, metendo fundo e bruto, até gozar com um gemido gutural, enchendo meu fundo do cu com porra quente e grossa. Ele ficou dentro um tempo, pulsando, antes de sair devagar.
Logo que tirou ele agarrou meu pau e começou uma punheta, por toda excitação confesso que não durei dois minutos, gozei um rio de porra em espasmos que vieram meu corpo inteiro tremer.
Eu fiquei ali, deitado, o cu latejando, dolorido e cheio, o corpo inteiro sensível. Miguel se deitou ao meu lado e me puxou para um beijo lento.
A luz do luar contornava o corpo suado dele.
Eu estava feliz, sem nem lembrar que ele era um turista, logo iria embora.
Porque, enfim, eu me sentia vivo e completo.
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