Hesitação
Vivi uma noite de desejo e quebra de tabus com uma mulher trans. O prazer foi real, mas o peso do preconceito me deixou confuso e diante de um forte impasse
Eu mudei de cidade vindo de uma cidade minúscula do interior e aceitei o emprego novo por um único motivo: tentar esquecer a minha namorada de três anos, que tinha acabado de me trocar por outro cara. Sempre fui meio ingênuo e não vi que ela estava me traindo há algum tempo. Tímido, até com medo da cidade grande, passei os dois primeiros meses trancado em uma casa alugada, focando só no trabalho. Mas a solidão pesou, e numa sexta-feira resolvi sair para um bar dançante só para espairecer.
Como sou tímido, fiquei num canto isolado olhando as pessoas. Foi quando reparei em duas meninas. A mais velha não parava de dançar no lugar e rir alto, mas a outra me chamou a atenção na hora. Ela era menor, tinha um jeito mais quietinho e reservado que parecia muito com o meu, além de ser linda demais.
Eu não conseguia desviar o olhar dela e ela também me olhava de vez em quando até que sua amiga, que parecia ter a minha idade, passou por mim em direção à pista de dança e, vendo a minha indecisão, falou direto no meu ouvido: "A minha amiga gostaria de te conhecer. Ela é interessante". Com ela se afastando, a menina ficou sozinha em pé, perto do bar.
Tomei coragem e fui até o balcão. Quando cheguei perto, ela sorriu, um pouco sem jeito, e a timidez sumiu por um instante. Nos apresentamos meio aos gritos por causa do som alto, e descobri que o nome dela era Luana. Mal dava para ouvir o que o outro falava, então ela encostou perto do meu ouvido e perguntou se a gente não poderia ir até a área externa, o espaço dos fumantes, porque lá o barulho era bem menor e dava para conversar direito. Concordei na hora.
Ali fora eu só tinha olhos para ela. Sentamos em uma daquelas mesinhas altas, tipo bistrô, que ficavam espalhadas pelo espaço. A conversa fluiu muito fácil porque ela também tinha esse jeito mais tímido, o que me deixou super à vontade.
Em um momento, fui até o bar buscar uns drinks para nós dois. O papo estava excelente, mas comecei a notar que ela evitava falar muito de si mesma. Sempre que eu perguntava algo, ela dava um jeito de mudar o foco e mostrar que estava mais curiosa sobre mim, querendo saber o que eu fazia e como tinha parado ali.
Estávamos tão entretidos que nem vimos o tempo passar. Só nos demos conta disso quando a amiga dela voltou da pista e disse que elas precisavam ir embora. Notei algo estranho na voz da amiga, meio sério ou preocupado, mas não levei em consideração na hora. Antes de se afastar, ela veio na minha direção e me deu um selinho. Aproveitei o momento para pedir o seu número. Agora eu tinha como entrar em contato.
Trocamos mensagens nos dias seguintes, nos falamos bastante e, na quarta-feira, a convidei para jantarmos juntos em um shopping. Ela foi e estava deslumbrante, usando um vestido curto que, sem ser ousado, valorizava muito as suas pernas, a bunda e toda a sua silhueta. Jantamos muito bem e, na hora de ir embora, me ofereci para dar uma carona. Quando chegamos ao carro, no estacionamento, nos beijamos de verdade pela primeira vez. Voltei para casa nas nuvens, pensando na mulher incrível que eu havia encontrado.
Continuamos a trocar mensagens durante a semana e, no sábado, ela disse que iria me levar em um lugar diferente. Fomos, e quando cheguei percebi que era uma boate. De cara notei que havia muita pegação e que o ambiente era meio pesado para mim, que não estava acostumado por ter vindo do interior. Tinha lésbicas, gays, uma realidade totalmente nova para mim, mas nada disso me importava de verdade, pois o meu foco era totalmente nela.
Fomos para um canto mais reservado e começamos a nos beijar, já que aquilo parecia a coisa mais natural do mundo naquele lugar. Eu já estava de pau duro, principalmente quando ela pegou a minha mão e a colocou sobre o seu seio. Pude sentir que era pequeno, gostoso, e na hora já me imaginei chupando aquilo. Ela estava com uma saia curta e, depois de uma sequência de beijos, ficou de costas para mim, se encostando e pressionando a minha ereção enquanto ficávamos ali, abraçados, olhando as pessoas na pista.
Ela, aos poucos, começou a rebolar bem discretamente e a forçar a bunda para trás, contra mim. Estava na cara o que ela queria, e eu estava na mesma sintonia. Encostei perto do ouvido dela e falei que poderíamos ir para um local mais tranquilo, onde ficássemos totalmente sozinhos. Ela concordou na hora.
Antes de entrarmos no meu carro, ela me parou e disse que tinha algo muito importante para falar, algo que poderia mudar tudo entre nós. Fiquei ouvindo enquanto ela explicava que as coisas tinham acontecido rápido demais, que não deveria ter sido assim, mas que tinha gostado tanto de mim que se permitiu deixar a situação chegar até ali. Só que havia um porém. Ela olhou bem para mim e disse que era transexual.
Eu imagino a cara de surpresa que fiz na hora. Eu não havia notado absolutamente nada e achava muito difícil alguém olhar para ela e dizer que não era mulher. Até a voz dela era totalmente feminina.
Demorei alguns segundos para processar tudo aquilo. Na minha cabeça rodavam vários pensamentos confusos: Como assim? Você não é mulher? Não pode ser. Com esse visual você é mulher. Está me enganando? Olhando para ela ali na minha frente, fiquei tão sem jeito que nem sabia o que falar. Foi um choque, uma decepção saber que ela não era uma mulher cis, mas eu já tinha criado uma imagem forte dela na minha cabeça.
Não vou dizer que estava apaixonado, mas estava realmente começando a gostar da sua companhia. Talvez misturando esse sentimento com um pouco de curiosidade, olhei para ela e disse que estava tudo bem. Ela abriu um sorriso imenso, claramente aliviada.
Entramos no motel e, quando ela tirou a roupa, ficou apenas de calcinha e sutiã. Tinha um corpo fantástico, com uma delicadeza que me deu um tesão incrível. Timidamente, aproximei-me e tirei o seu sutiã, revelando dois peitos pequenos e muito femininos. Como eu já os tinha apalpado na boate, fiz isso de novo, agora sentindo a textura real da pele dela diretamente, antes de começar a chupá-los.
Quando parei, ela tomou a iniciativa e foi tirando a minha roupa até me deixar completamente pelado. Meu pau estava duro e ela começou a fazer sexo oral em mim. Sua boca quente engolia tudo, o que era relativamente fácil, já que o meu pau não é muito grande. Eu sentia seus lábios roçando com força na cabecinha, me dando um prazer absurdo, mas precisei pedir para ela parar um instante porque me lembrei da camisinha.
Enquanto eu colocava a camisinha que ela mesma havia me dado, foi tirando a calcinha. Naquele instante, me senti estranho. O corpo dela era totalmente feminino, mas ali na parte principal, claro que tinha algo diferente e maior do que o meu, embora estivesse mole. Juro que, nesse momento, cheguei a pensar duas vezes em parar tudo, mas o estímulo visual daquela mulher linda na minha frente me impediu de recuar, mesmo vendo o pinto dela de fora. O desejo falou bem mais alto.
Ela pegou um lubrificante que também estava em sua bolsa e passou por cima do meu pau, que já estava com a camisinha. Em seguida, deitou-se de bruços na cama e esperou. Eu nunca havia comido um cu na vida, porque as mulheres com quem eu tinha saído antes nunca deixavam, então hesitei um pouco diante daquela situação nova. Aos poucos, fui me posicionando, mirei e comecei a introduzir devagar, enquanto ela pedia para eu ir com calma. Em pouco tempo, o encaixe aconteceu e eu já estava totalmente dentro dela.
Ficamos naquela posição por alguns minutos até que ela pediu para trocarmos. Foi quando me virei e vi que ela também estava de pau duro. Ela ficou de frente para mim, com as pernas bem abertas e a bunda elevada por alguns travesseiros, e pediu para eu comê-la dali. Coloquei mais lubrificante a pedido dela, mirei e enfiei o pau; dessa vez, parece que entrou ainda mais facilmente por causa do ângulo. Enquanto eu ritmava os movimentos dentro dela, ela olhou nos meus olhos e perguntou se eu não poderia masturbá-la.
Para mim, aquele era um pedido que eu jamais esperaria ouvir. Fiquei em dúvida se atendia ou não, mas ela me pediu por favor, dizendo que queria muito gozar enquanto eu a comia. Vendo o desejo dela, deixei a hesitação de lado. Pela primeira vez na vida, toquei no pau de outra pessoa e senti aquela mistura de maciez na pele e rigidez da ereção. Foi uma sensação completamente diferente de tocar no meu próprio corpo.
Eu a fiz gozar antes de mim, e ver aquilo acontecer mudou alguma coisa na minha cabeça. Naquele instante, eu sabia que estava comendo alguém com o corpo de um homem, mas que parecia e se comportava totalmente como uma mulher. Ao mesmo tempo, contra todas as minhas ideias antigas, percebi que estava gostando de verdade de ajudá-la a ter aquele prazer e a gozar nos meus dedos.
Logo em seguida eu também gozei e nos deitamos lado a lado na cama. Eu simplesmente não sabia o que falar, o silêncio tomou conta do quarto. Ela percebeu, me abraçou carinhosamente e perguntou o que eu tinha achado de tudo aquilo.
Respondi, meio sem graça, que sempre gostei de novas experiências e que aquela tinha sido muito boa. Ela sorriu e comentou que o ex-namorado dela também gostava de ser penetrado, e me perguntou se eu não queria experimentar. Aquela pergunta me pegou totalmente de surpresa e congelou o meu corpo.
Não, respondi com ênfase, cortando o assunto na hora. Não sou gay. Ela sorriu de leve e disse que sabia disso, mas argumentou que experimentar fazia parte da vida, que era uma sensação gostosa e que todo homem deveria aprender a se permitir. Olhei espantado para a cara dela, sem conseguir acreditar no que estava ouvindo. Aquilo era demais para a minha cabeça.
Depois de conversarmos, partimos para um segundo tempo, agora com ela de quatro na cama. Eu enfiava o pau com vontade e ela mexia a bunda gostoso, acompanhando o ritmo. Mais uma vez, ela olhou para trás e me pediu para masturbá-la durante o ato, só que, dessa vez, eu não senti dúvida nenhuma. Fui direto. O encaixe e o estímulo estavam tão fortes que, dessa vez, eu acabei gozando primeiro e desengatei logo em seguida, completamente exausto.
Resolvi terminar aquela experiência ali, logo após ter proporcionado o prazer a ela. Na volta do motel, fui deixá-la em casa e fomos conversando de forma aberta durante todo o caminho. No fundo, eu gostaria muito que ela fosse uma mulher cis e, se fosse o caso, não teria dúvida nenhuma em ficar com ela. Porém, diante daquela situação real, e embora estivesse gostando muito da sua companhia e da experiência, fui sincero e disse que para mim seria muito difícil assumir algo. Com muita doçura, ela compreendeu o meu lado, me disse que estava tudo bem e confessou que tinha gostado muito de mim. O caminho terminou, nos despedimos e eu voltei para casa com a cabeça completamente confusa. Até hoje ainda tenho o telefone dela salvo no meu aparelho; às vezes fico olhando para a tela, mas ainda não tive a coragem de ligar.
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Comentários (1)
Professor FTZ: Deixa de tabus e vai viver essa experiência
Responder↴ • uid:beml65tfi9