Meu Primeiro e Eterno Amor
A história da minha primeira vez com meu melhor amigo, o qual veio a se tornar meu marido.
Me chamo Carlos, sou um homem timido e discreto. Hoje tenho 25, mas a história aconteceu a 11 anos, quando eu tinha apenas 14. Então irei me descrever e narrar como se estivesse naquela época.
Sou baixo, mesmo nos dias atuais meço apenas 1,55cm, naquela época eu era o mais baixo da turma, tinha cabelos cumpridos e lisos, pele branca, era magro e com olhos azulados, mas vesgo. Todas essas características cuminaram em muito bullying pela aparência frágil e androgêna, tinha cara de coitadinho e corpo franzino. Isso fez com que eu ficasse recluso por muito tempo em minha casa, estudando e lendo. Por ser de uma família fanática religiosa, sequer tinhamos televisão e meus livros era o único refúgio para um mundo diferente, melhor, mais acolhedor. Com essa idade, eu mudei de escola para tentar fugir do bullying, e acabei conhecendo o Kennedy (Ken), era um rapaz altíssimo em compração a mim, também magro mas não exagerado, tinha certo porte atlético, seus olhos são verdes e de pele negra, cabelo crespo rapado nas laterais e voz extremamente grossa. Um sujeito que atraía olhares e comentários, apesar disso, era bondoso e amigável. No nosso primeiro contato foi algo assim:
Eu estava sentado sozinho no intervalo, até aquele momento eu não tinha aberto a boca, ele chegou por trás de mim e cobriu mesmo olhos falando "Adivinha quem é?". No susto e por trauma, abaixei minha cabeça com força quase caindo do local onde eu estava sentado.
- Cara, desculpa, não queria te assustar. Sério. - ele falou enquanto se abaixava para pegar meu caderno que havia caído.
- Ok, sem problema. - falei gaguejando, minhas mão soaram na hora, era a ansiedade e o medo de ser alvo de mais zoações.
- Você é o novato, só quis vim aqui me apresentar e chamar você para se juntar a gente. Pensei que seria engraçado. Mas cara, me desculpa. - ele falou realmente preocupado, mas não o culpo, eu tinha tantos traumas que havia reagido de maneira exagerada, quase me jogando ao chão.
- Tudo bem - falei tentando sorrir um pouco - mas acho que vou ficar aqui, estou desenhando.
- Sério? Posso ver? - ele falou tentando olhar os desenhos.
Particularmente, eu era muito bom e estava desenhando um dragão. Na época, eu estava lendo O Hobbit do Tolkien, e havia me inspirado no Smaug. Ele elogiou bastante e chamou os outros meninos para verem, isso me despertou ainda mais ansiedade, mas todos foram amigáveis. Um tempo depois descobri que o Ken havia pedido para eles serem gentis, ele viu que eu era tímido e ficou com pena, ele tinha um irmão mais novo e o protegeu, talvez isso fez com que ele tivesse empatia por mim. Nessa escola acabei fazendo algumas amizades, poucas, mas boas. Ken foi o mais especial, sempre estava me ajudando e fazendo companhia.
Um dia fomos fazer um trabalho de história em dupla e aqui começa o meu relato de verdade.
Sugeri que eu fizesse o trabalho em casa e ele só precisaria apresentar comigo, ele disse que não seria justo comigo e falou para fazermos na casa dele, já que ele tinha um computador e eu não. Aceitei, liguei do celular dele para os meus pais e pedi para deixar eu ir fazer um trabalho na casa dele. Eu não tinha celular, mas tinha decorado o número dos meus pais. Eles permitiram, já conheciam o Ken e confiavam nele.
Quando chegamos em sua casa, ele esquentou o almoço que sua mãe tinha feito e comemos, perguntei a ele quando seus pais chegavam e ele disse:
- Só tenho a minha mãe, meu pai era militar, mas morreu em serviço. Minha mãe recebe uma pensão do governo, mas trabalha como médica e hoje está de plantão. Então, ela só volta amanhã de manhã. - falou lavando os pratos.
- A sim, lamento pelo seu pai. Sua mãe parece ser muito legal. - falei o aguardando.
- Ela é sim. Sempre trabalhou, mesmo quando pequena. Quando meu pai morreu, ele foi levado de ambulância até o hospital onde ela trabalhava, ela viu que era ele, mas entrou na sala de cirurgia sem falar para ninguém, participou da cirurgia até o fim. Quando ele faleceu na mesa de cirurgia, ela foi correndo ajudar em outra de outro policial, esse sobreviveu. Depois chegou os bandidos, ela salvou o cara que atirou no meu pai. Ela disse que quando ele acordou, ela foi no quarto dele e olho nos olhos dele e falou "Sabe, você foi salvo hoje pelas minhas mãos, pelas mãos da esposa do policial que você matou. Quero dizer a você que ele era um ser humano incrível, mas seres como vocês agem como câncer na terra levando embora tudo que é bom. Se você morresse, faria tanta falta como a falta que um verme faz no chorume. Mas, mesmo assim, hoje cumpri meu dever de médica e agradeço a Deus por ter me dado forças para salvar você e o parceiro do meu marido, mas peço a Ele que, se você for para continuar sendo esse merda, que não volte mais a andar e apodreça na cadeira de rodas." No fim, o cara realmente ficou tetraplégico. - ele falou tudo decorado, penso que ele havia escutado esse discurso da mãe diversas vezes.
- Nossa cara, eu sinto muito por ela. - falei sem nem saber o que dizer.
- Não se preocupe, ela é guerreira. Já salvou muita gente, bem ou mal, como médica ela têm que salvar todos que puder. É isso que ela sempre diz: "Não tenho o direito de julgar quem está na mesa de cirurgia, se Deus botou eles em minhas mão, foi para eu fazer TUDO o que eu puder para salva-los, mesmo que no fim eu perca alguns". - nesse ponto, eu não sei quem chorava mais, eu ou ele.
Foi uma história que me marcou, hoje eu sou médico por conta disso e de outras coisas que eu acabei aprendendo com a mãe dele. Mas, vamos voltar para o relato.
Fomos para o quarto, não antes dele escovar os dentes, o que me deixou meio desconcertado, já que eu estava sem fazer o mesmo, então faleu que ia no banheiro mijar e "escovei" com o dedo e muita pasta de dente. Começamos realmente estudando, mas ele se aproximava cada vez mais de mim. Eu estava falando o que ele deveria pesquisar, ele fazia isso no cumputador e eu anotava. Uma hora, nossos rostos estavam bem próximos enquanto eu escrevia e ele lia o que era escrito. Eu levantei o rosto e olhei ele bem de perto, fiquei sem jeito, ele me encarava e sorria.
- Posso te contar uma coisa? - ele me perguntou.
- Pode sim - eu o respondi.
- Eu quero te beijar. - ele me disse.
- Que? - falei tremendo, eu já o amava, mas era escondido.
- Quero te beijar. Posso? - ele falou acariciando meu antebraço.
- Eu não sei. - falei apavorado, meus pais me matariam se soubessem de algo assim e eu tinha medo.
- Como assim? Se não quiser, não tem problema, mas eu queria. - ele disse.
- Sua mãe não vai brigar? - perguntei.
- Ela não tá aqui, e mesmo que tivesse não brigaria. Ela é bem tranquila quanto a isso. - ele falou.
- Tá - falei olhando para baixo e pensando em 1001 coisas.
- Olha, se quiser me beijar, eu não vou contar a ninguém. É algo nosso e só nosso. Eu te acho lindo, meigo e inteligente. Gosto de você e te admiro. Só acho que poderíamos tentar, sabe? - ele falou enquanto passava a acariciar minha coxa.
- Tá - falei novamente, agora voltando a olhar para ele.
Ele pegou em minhas mãos e me colocou de pé, era tão mais alto que eu tive que ficar nas pontas dos pés e ele se curvou e me beijou, me agarrou. Meus braços estavam envolta de seu pescoço, e eu tremia enquanto era agarrado pelos seus braços. Quando terminou, me deu um selinho antes de se afastar.
- O que achou? - Ele perguntou ainda segurando a minha cintura.
- Gostei. - falei olhando para baixo, abrançando ele e descansando minha cabeça em seu peito.
- Não quero te apressar, nem te força. Mas me diz, porque não senta na minha cama para a gente fazer algo a mais? - ele falou me acariciando os cabelos.
- Tá bom - falei timidamente, estava entregue a ele.
Ele tirou sua camisa e expos seu abdômen definido, eu sentando em sua cama olhando para ele e ele se aproximando de mim, me beijou novamente deitando sobre mim, eu o abracei com os braços e com as pernas. Ele tirou minha camisa e beijou meus peitos, barriga, nuca e costas. Falei a ele que não estava preparado para fazer anal, e ele disse:
- Eu imagino, mas tudo bem. Podemos fazer oral, o que acha? - ele falou sussurrando em meus ouvidos.
Concordei, eu salivei só de imaginar. Ele sentou e tirou a bermuda, ele tinha um pênis bem maior do que o meu e isso me deixou com receio, mas ele disse:
- Se quiser, posso ir primeiro sem problema. Está com medo? - falou muito compreensivo enquanto passava a mão pelo meu rosto.
Eu não respondi, ajoelhei em frente a ele e chupei com vontade, não sei quanto tempo foi, mas na minha cabeça foi rápido (não por que de falto foi, mas por que eu adorei, e aproveitei ao máximo e queria mais). Ele gozou em minha boca e eu o olhei, abri a boca expondo a língua com o seu delicioso gozo. Algo que ele interpretou como cconvite e me beijou, unindo sua língua a minha com seu gozo. Depois, me colocou sentado e retirou minha calça. Ele chupou com determinação e repetiu o gesto, após eu delirar com seu oral e gozar em sua boca, ele me olhou e mostrou sua língua com o meu gozo, nos beijamos novamente.
Deitamos nús em sua cama, ele de barriga para cima e eu deitado em seus peitos.
Assim, se iniciou nosso romance e que dura até os dias de hoje. Ele é médico-cirugião geral e eu sou cardiologista (mesma especialização de sua mãe). Depois posso contar outras histórias, mas são có com ele, já que foi o primeiro e único relacionamento que eu tive. Ele já teve outros antes de mim, mas depois desse dia somos só nós.
Sua mãe praticamente me adotou quando fui expulso de casa, ela também pagou pela minha cirurgia para resolver o estrabismo. É a pessoa que mais admiro, junto do meu marido.
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