#Gay #Teen

Robson, depois de Nando: o loirinho

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Thiago P.

Robson conhece outra vítima de Nando... E a história dele enfim começa de verdade.

Robson perdeu a virgindade para Nando, descobriu que o outro é um cafajeste que o trocou rapidinho.
Nando só se interessava por virgem.
A última vez que o viu foi com um menino loirinho.
Uma semana depois, a biblioteca havia se transformado num lugar assombrado para Robson. Ele entrava rápido, pegava os livros necessários e mal conseguia olhar para a mesa do fundo sem sentir um aperto incômodo no estômago. O fantasma de Nando parecia rondar cada corredor, mas o que mais doía era a lembrança do outro garoto que ele vira ali.
Naquela tarde de quinta-feira, enquanto fingia estudar na seção de biologia, Robson viu o menino loiro entrar. Ele estava diferente do dia do flagra: usava as mesmas roupas largas e confortáveis, mas andava de cabeça baixa, com olheiras profundas e um rosto abatido que Robson reconheceu imediatamente. Era a expressão de quem tinha passado noites seguidas chorando escondido.
Tomado por um impulso que nem sabia que existia dentro de si, Robson fechou o caderno, engoliu o medo e foi atrás dele. Encontrou o garoto isolado no corredor de história, encarando uma prateleira sem realmente ver os livros.
— Oi... — falou baixinho, a voz um pouco trêmula.
O loirinho deu um pulo de susto, afastando a franja dos olhos com a mão.
— Ah, oi... Desculpa, eu já estava saindo — respondeu com a voz fraca, limpando rapidamente o canto do olho.
— Espera — pediu Robson, dando um passo à frente e bloqueando levemente a passagem. — Eu sei que vai parecer estranho pra caralho o que eu vou falar... mas você conhece um cara chamado Nando? Aquele de jaqueta de couro que vive rondando aqui.
Ao ouvir o nome, o menino congelou. Todo o sangue pareceu sumir do seu rosto. Olhou para Robson com os olhos arregalados, uma mistura de pânico e vergonha profunda.
— Como você... Quem é você? — gaguejou, recuando um passo. — Ele mandou você falar comigo? Por favor, diz pra ele me deixar em paz...
— Não, não! Calma, eu não sou amigo dele — apressou-se Robson, abrindo as mãos para mostrar que não representava ameaça. — Meu nome é Robson. Eu... eu estava aqui na semana passada. Vi quando ele sentou na sua mesa. Do mesmo jeito que sentou na minha antes.
O loiro piscou devagar, processando a informação. As defesas que ele tanto tentava manter começaram a desmoronar ali mesmo.
— Na sua mesa também? — perguntou, a voz falhando.
— É. Ele usou a mesma cantada com nós dois. Aquela de “você não pisca o olho faz dez minutos”.
Foi o estopim. As lágrimas que o garoto segurava com esforço transbordaram de uma vez, escorrendo pesadas pelas bochechas. Ele cobriu a boca com a mão, tentando abafar o soluço. Sentindo o peito apertar de empatia, Robson segurou seu braço com cuidado e o guiou até a saída dos fundos. Sentaram-se num banquinho de cimento escondido embaixo de uma árvore antiga.
Ali, o garoto desabou de vez.
— Meu nome é Celso — conseguiu dizer entre soluços, limpando o rosto na manga do moletom. — Todo mundo me chama de Cezinho... Cara... eu me senti tão sujo. Tão enganado. O Nando foi tão... perfeito comigo. Me levou pra casa dele, disse coisas que ninguém nunca tinha me dito. Depois que conseguiu o que queria, me largou no meio da rua e nunca mais respondeu minhas mensagens. Achei que o problema era eu. Que eu era insuficiente, que tinha feito algo errado.
Robson escutava com uma mistura de alívio e raiva profunda crescendo no peito.
— Não foi culpa sua, Cezinho. Ele fez exatamente a mesma coisa comigo — desabafou, olhando para as próprias mãos. — Comigo ele foi bruto pra caralho... doeu pra valer, eu cheguei a gritar no quarto dele. Mas o desgraçado falava tudo com tanto charme, com tanta convicção, que eu achei que aquela bruteza era paixão. Ele me deu banho, me levou pra casa a pé, me chamou de “meu” no ouvido... Eu pensei que estava vivendo um filme.
Cezinho parou de chorar por um momento, chocado com as semelhanças.
— Ele te deu banho também? — perguntou, soltando uma risada amarga e incrédula. — Caralho... ele tem um roteiro pronto. Comigo começou super romântico, mas na cama virou um animal. Falava uns palavrões pesados que me deixavam louco... e eu aceitava tudo porque achava que ele estava apaixonado.
— É o jogo dele — suspirou Robson, sentindo o peso da paixão idiota finalmente se dissolver, dando lugar a uma lucidez fria. — Ele estuda as vítimas. Fica caçando quem parece sozinho, quem é mais tímido. Sabe que a gente cai fácil na lábia.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo, ouvindo o barulho distante dos carros. A vergonha que ambos carregavam pareceu diminuir pela metade agora que era compartilhada. Cezinho limpou as últimas lágrimas e olhou para Robson com um sorriso tímido de cumplicidade.
— Pelo menos eu não tô louco — disse, aliviado. — Passei a semana inteira achando que era o único trouxa do mundo.
— Somos dois trouxas — riu Robson alto pela primeira vez em dias, ajeitando os óculos no nariz.
Ali, trocando confidências sobre dores, prazeres e marcas deixadas, Robson percebeu que seu mundo não tinha acabado. Apenas mudado de órbita.
Algumas semanas se passaram e os encontros na biblioteca ganharam um novo significado. Já não era mais sobre fugir do mundo entre as prateleiras, mas sobre a expectativa gostosa de ver um ao outro. Eles conversavam quase todos os dias por mensagem, e o ranço em comum por Nando foi se transformando numa cumplicidade leve e bonita.
Até que Cezinho tomou a iniciativa e chamou Robson para um sábado à tarde no centro da cidade.
O centro estava vivo, cheio de gente. Eles caminharam sem pressa pelo calçadão, tomando água de coco gelada e conversando sobre escola, livros, filmes de ficção científica, sonhos e bobagens do dia a dia. Pela primeira vez em muito tempo, Robson não sentia aquele aperto de ansiedade no peito. Estar com Cezinho era fácil, leve, confortável.
Perto da praça central, embaixo da sombra generosa de uma enorme figueira, foram abordados por uma senhora de saia longa e colorida, cheia de lenços e pulseiras que tilintavam a cada gesto. Ela tinha olhos expressivos e um sorriso acolhedor.
— Dois rapazes bonitos com caminhos cruzados... Querem que eu leia o destino de vocês hoje? — perguntou, estendendo a mão.
Robson, tímido por natureza, deu um passo para trás. Mas Cezinho olhou para ele com aqueles olhos brilhantes de curiosidade.
— Ah, vamos? Por favor, Robson. Só por curiosidade — pediu o loirinho, puxando de leve a manga da camisa dele.
Robson não resistiu ao biquinho.
— Tá bom, vamos ver o que o futuro nos diz.
Eles se sentaram num banquinho próximo. A cigana embaralhou as cartas gastas com destreza e pediu para cada um cortar o baralho. Conforme dispunha as cartas no cimento, seu semblante foi ficando mais sério.
— Curioso... — murmurou, passando o dedo sobre uma carta sombria. — O caminho de vocês começou com uma sombra pesada. Um homem traiçoeiro, sedutor e mentiroso cruzou a vida de vocês como uma tempestade.
Robson e Cezinho se entreolharam imediatamente. Não precisavam de nome.
— Mas vejam aqui — continuou ela, virando mais cartas. — Esse homem achou que só estava destruindo, mas foi instrumento do destino. A união de vocês só existe por causa dele. O que ele fez para ferir, a vida transformou em cura. Vocês foram unidos pela sombra, mas o futuro de vocês é pura luz.
Ela recolheu as cartas, piscou para os dois e pediu apenas uns trocados de contribuição, deixando-os atordoados no banco.
O peso que Nando representava pareceu se dissolver ali. Ele não era mais uma ferida, mas uma ponte dolorosa que os havia levado um ao outro.
O sol se punha, pintando o céu de laranja e rosa. Eles entraram numa ruela mais calma atrás de uma igrejinha histórica, quase sem movimento. Cezinho parou, encostou as costas na parede de pedra antiga e olhou para Robson. A luz dourada do entardecer deixava seus cabelos loiros ainda mais bonitos.
— Ela tinha razão, né? — murmurou Cezinho, diminuindo a distância entre eles. — Se não fosse por ele... eu nunca teria chorado naquele corredor e você nunca teria falado comigo.
— É... — respondeu Robson, o coração batendo forte, mas agora de um jeito doce. — Mas eu fico feliz pra caralho que tenha sido você depois da tempestade.
Cezinho sorriu, genuíno, e tirou os óculos de Robson com cuidado, guardando-os no bolso como se fossem algo precioso. Seus dedos acariciaram a bochecha dele, subindo até a nuca. Robson segurou a cintura fina do loirinho, sentindo o corpo macio e quente. Quando os lábios se encontraram, foi um beijo lento, profundo, cheio de afeto e recomeço. As línguas se exploravam com calma, saboreando cada segundo.
O namoro havia florescido de um jeito que nenhum dos dois esperava. A confiança entre eles era tão grande que o passado com Nando virou apenas uma lembrança distante.
Num fim de tarde chuvoso, foram para a casa de Cezinho. Os pais dele estavam trabalhando, deixando o apartamento silencioso e acolhedor. No quarto, o clima começou leve, cheio de risadas e beijos calmos na beira da cama. Aos poucos, o desejo foi crescendo. As roupas foram tiradas devagar, até Robson ficar completamente nu.
Cezinho arregalou os olhos, genuinamente surpreso.
— Caralho, Robson... — soltou um riso nervoso, as bochechas corando. — Você esconde bem esse monstro atrás dos óculos, hein? Que... Que tamanho é esse, amor?
Robson sorriu tímido. Como haviam combinado ir com calma, Cezinho assumiu o controle primeiro. Com bastante lubrificante e paciência, ele se posicionou sobre Robson e desceu devagar, sentindo cada prega cedendo, foi metendo bem devagar, abrindo-o, dando só prazer ao namorado. Gemidos baixos e entrecortados escapavam dos dois enquanto Robson rebolava lentamente, a bunda subindo e descendo, sentindo o saco de Cezinho encostar na entrada de seu cu. Eles ficaram murmurando juras de amor entre suspiros.
Depois, Cezinho, ofegante, aumentou a velocidade e fodeu Robson até ele começar a soltar gritos de prazer e desespero, acabou gozando dentro do outro com o corpo tremendo, Cezinho deitou ao lado de Robson, ainda ofegante. O clima continuava quente. Ele se ajoelhou na cama e tomou o pau grosso de Robson na boca com devoção, chupando com fome, lambendo toda a extensão, olhando para cima com olhos cheios de paixão enquanto Robson gemia e enfiava os dedos nos cabelos loiros dele.
Quando o tesão ficou insuportável, inverteram as posições. Cezinho deitou de bruços, empinando a bunda branquinha e macia. Antes de Robson se aproximar, o loiro olhou para trás, rosto vermelho e voz tímida:
— Mô... tem uma coisa... Eu acho que gosto de uns tapas. Na hora do vamo ver.
Robson sorriu, excitado com a confissão. Posicionou-se atrás dele e, com o pau lubrificado e latejando, começou a entrar devagar na fenda apertada. Cezinho soltou um gemido longo e agudo quando o tamanho avantajado o invadiu por completo, abrindo-o ao limite.
Robson começou a meter num ritmo gostoso e profundo. Então ergueu a mão e deu o primeiro tapa estalado na nádega direita. O som ecoou no quarto.
— Ahh! — gemeu Cezinho, apertando os lençóis.
— Mais forte? — perguntou Robson, a voz rouca de tesão.
— Mais forte... por favor...
Robson segurou o quadril do namorado com firmeza e começou a meter com mais força, o pau grosso entrando e saindo com estocadas pesadas, batendo no fundo do cu. Ao mesmo tempo, desferiu tapas fortes e ritmados, alternando entre as duas nádegas. A pele clara de Cezinho ficou vermelha rapidamente, marcando os dedos de Robson a cada tapa.
— Caralho, Robson! Isso! Me fode mais forte! — gritava Cezinho, a voz rouca de prazer, empinando mais a bunda para receber tudo.
O quarto encheu-se do som molhado de pele contra pele, dos tapas estalados e dos gemidos altos e descontrolados de Cezinho. Robson metia com força, segurando os cabelos loiros do namorado com uma mão enquanto a outra continuava castigando a bunda vermelha. Cada estocada profunda fazia o loiro tremer e choramingar de prazer, o pau dele latejando e babando contra o lençol.
— Você é tão apertado... tão gostoso... — grunhia Robson, acelerando o ritmo, os corpos suados batendo um contra o outro com força.
Cezinho gozou pela segunda vez só com a fricção contra a cama e as estocadas profundas, o corpo convulsionando de prazer. Robson não parou, continuando a meter com força até atingir o próprio clímax, gozando fundo dentro dele com um gemido rouco.
Os dois desabaram na cama, abraçados, suados e ofegantes, trocando beijos preguiçosos enquanto a chuva continuava caindo lá fora.

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